Os desafios futuros da Briosa
Fotografia: Pedro Filipe Ramos
A subida da Académica é, obviamente, um feito emocional e simbólico para um clube histórico que passou anos afastado do futebol profissional. Mas a vitória sobre o Trofense resolve apenas a primeira parte do problema: regressar. A segunda, e mais difícil, é permanecer e tornar-se sustentável.
São muitos os desafios que agora se colocam à Académica. Desde logo, garantir sustentabilidade económico-financeira numa região sem grande músculo económico. Depois, reconstruir uma base de adeptos regular – e não apenas emocional. Por fim, competir de forma competente num futebol português cada vez mais desigual.
É sabido que em Coimbra e na região faltam patrocínios locais fortes e, naturalmente, receitas comerciais. Isso limita o investimento privado recorrente e, por consequência, a capacidade para competir salarialmente. Também por isso, portanto, os desafios da Académica são de grande monta.
E agora na 2.ª liga?
Na 2ª Liga há clubes com estruturas profissionais muito mais robustas do que há 10 ou 15 anos. Mas é também uma liga financeiramente dura, com receitas televisivas modestas e custos operacionais elevados para clubes sem massa crítica comercial. Neste contexto, a Académica vai ter de saber ser profundamente realista e evitar um erro clássico de clubes históricos: subir e gastar como se já estivesse consolidada. Vai ter de saber investir em scouting e na valorização de ativos. E saber valorizar a formação.
