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Opinião: A floresta do amanhã

11 de abril às 10h20
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Li no outro dia que as florestas da Bélgica estão a ficar doentes com os efeitos das alterações climáticas. A mancha verde ocupa uma parte significativa do território belga, especialmente nas regiões mais ao sul e no leste do país.

Talvez por serem bem diferentes das nossas, sempre achei a opulência e a variedade de árvores neste país muito “exótica”. É uma floresta com uma grande diversidade de cores, que vão do amarelo ao vermelho, passando pelo verde e o castanho.
Carvalhos, faias, bétulas, cedros, abetos, freixos e outras espécies compõem as extensas matas, que podemos percorrer por caminhos bem cuidados em percursos balizados. Autênticos pulmões dos grandes centros urbanos, a beleza destes espaços é um chamariz para passeios a pé, bicicleta ou cavalo durante qualquer estação do ano.

No entanto, as sucessivas secas, tempestades ou ataques de insectos e cogumelos estão a fragilizar as florestas belgas e o país prepara-se agora para a floresta do futuro: para travar este declínio, investigadores de conceituadas universidades e autoridades estão a apostar na importação de árvores dos países do sul da Europa, mais resilientes e habituadas a temperaturas altas e a solos menos húmidos.

Fiquei a achar o conceito lógico e interessante. Mas fiquei com uma questão: se a Bélgica importa as florestas de Portugal para o seu clima temperado marítimo nórdico, de onde vamos nós importar a floresta do amanhã?

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