Deve ser criada a Área Metropolitana de Coimbra?
Sim. Com 13,4% da população da CIM Coimbra, a Figueira da Foz é o segundo polo de uma bicefalia estratégica que, somada a Coimbra, tem 46% da massa crítica dos 19 municípios. Esta relevância justifica um novo enquadramento jurídico, elevando a região a interlocutor forte e direto com o Governo e a Comissão Europeia, exigindo e garantindo financiamento dedicado e agilidade na gestão de Instrumentos Territoriais Integrados.
A Figueira deve deixar de ser um concelho satélite para ser o motor industrial, logístico, turístico e de polo de inovação de uma Área Metropolitana (AM). A consolidação do cluster de Economia Azul e Inovação, aliada à expansão do Ensino Superior, consolidará a Figueira como colíder na governação estratégica do Centro Litoral, eliminando o risco do domínio de Coimbra.
A qualidade de vida será impulsionada por uma mobilidade intermodal, materializada no passe único metropolitano. A marca “Do Rio ao Mar” funde o litoral com o património da UNESCO, combatendo a sazonalidade através da diversificação da oferta turística e náutica.
Para mitigar desafios como mais burocracia processual e o risco de sermos contribuintes líquidos (dado o investimento para o interior), a Figueira deve ter pelouros-chave (Economia Azul, Logística e Turismo Costeiro) na Comissão Executiva, exigir paridade no investimento e garantir que a solidariedade regional se traduza em apoio unânime a projetos costeiros estruturantes.
A Figueira está pronta a coliderar uma das regiões mais competitivas do país.


