Eurodeputada do BE defende mecanismo para atualizar danos das cheias
Cheias em Ereira, Montemor-o-Velho | Foto DB-Pedro Filipe Ramos
A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje a criação de um mecanismo para atualizar e reavaliar os danos causados pelo mau tempo, já que o primeiro levantamento foi feito enquanto as cheias ainda decorriam.
“É absolutamente necessário criar um mecanismo de atualização e reavaliação dos danos das cheias e garantir que esses danos são compensados”, destacou.
A eurodeputada do BE participou esta manhã, no concelho de Montemor-o-Velho, numa conversa para ouvir e falar com autarcas, representantes de associações, agricultores e empresários de zonas afetadas pelas tempestades.
No final da roda de conversa – que contou com a presença do coordenador do BE, José Manuel Pureza, e se prolongou por mais de uma hora e meia -, Catarina Martins assegurou à agência Lusa que irá trabalhar para tentar que o Governo português reabra esse processo.
“E para que seja possível aceder a fundos europeus específicos para as calamidades, no processo dessa reavaliação e atualização dos danos que é fundamental”, acrescentou.
De acordo com a antiga coordenadora do BE, o processo de levantamento dos danos foi feito num momento em que ainda havia cheias e as pessoas nem sequer se conseguiam deslocar aos sítios todos.
“Portanto, há danos que as pessoas não sabiam que existiam no momento em que tiveram que fazer as suas candidaturas aos apoios”, sustentou.
Catarina Martins aludiu ainda a outro tipo de danos que só são visíveis alguns dias ou semanas depois do mau tempo.
“Há danos que não são visíveis imediatamente porque há locais onde a cheia, a presença da água, não mostrou o dano imediatamente e só o mostrou depois. O exemplo das casas em que o soalho ou as paredes, etc, só deram sinais de estarem destruídos um mês depois das cheias e no momento não se percebia logo”, concluiu.


