Complexo desportivo cidade de Coimbra
Tenho seguido com muita atenção às modificações que algumas pessoas preconizam para o Estádio Cidade de Coimbra.
Não tenho nenhuma dúvida que, ao longo destes últimos 22 anos muito pouca obra foi feita no âmbito da sua manutenção.
Todos somos realistas e percebemos que não vai ser “pêra doce” encontrar uma solução que evite a sua implosão – o que seria um desastre financeiro público – mas que vai ser absolutamente necessário encontrar.
Não me demito das minhas responsabilidades enquanto cidadão nado e criado nesta cidade, deixando algumas pistas, que não propostas finais, para que o futuro seja fantástico para o desporto de Coimbra.
Todos agora questionamos a necessidade da “pista de atletismo” se manter no estádio, apesar de eu ter apoiado a sua manutenção, porque havia nesse tempo a perspectiva de um potencial desenvolvimento da modalidade pela excelente localização geográfica.
Hoje, numa qualquer reforma do Estádio Cidade de Coimbra, não faz nenhum sentido continuar, devendo a autarquia encontrar uma nova localização para que a modalidade se desenvolva. O que aliás, merece e será desejável.
Uma infraestrutura moderna, num país com poucos recursos financeiros, deverá apontar para a rendibilização das áreas de forma a melhorar a prestação de várias modalidades colectivas e individuais, sem que se atulhem ou atrapalhem.
O novo Complexo Desportivo de Coimbra onde se deverá inserir o Estádio Cidade de Coimbra, será o futuro da Formação e “Alto Rendimento em Coimbra, no Distrito e de âmbito Nacional.
Quem pensa pequeno, e Coimbra é um exemplo acabado, acaba pequeno!
Um estádio semelhante aos estádios ingleses modernos e funcionais, planeados para décadas, deverá ser o objectivo de quantos apoiam a modalidade futebol, queiramos ou não, a rainha das modalidades!
Toda a área sobrante deverá ser planeada para outras modalidades de referência – basquetebol direis vós, acertadamente, porque é a minha modalidade preferida – mas também de outras, porque não existem muitos locais para a prática desportiva com qualidade. Há campos, há pavilhões, mas a qualidade é fraca. Tout court!
Há arquitectos, gabinetes de arquitectura e até arquitectos da Câmara Municipal de Coimbra, daqueles que não querem fazer a “obra do século”, que poderão ser chamados a apresentar um estudo de aproveitamento de espaço.
Chegados a esta altura da leitura, alguns questionarão e com razão, quem vai financiar e quem vai gerir. É o corolário lógico de uma decisão que, só poderá ser tomada, após as várias variáveis estarem devidamente identificadas.
Não faço ideia se a autarquia está em condições de se endividar para fazer uma obra desta magnitude.
Existem “fundos” que se dedicam ao financiamento e exploração deste tipo de equipamentos – ainda está por definir o alcance – naturalmente sob regras apertadas acautelando o interesse público, que poderão perceber o quão lucrativo poderá ser o investimento numa obra desportiva desta natureza.
É minha convicção que a Autarquia de Coimbra está em condições de desenvolver contatos para que a obra seja uma certeza num futuro próximo.
Que se pronuncie… se for o caso e tiver interesse!


