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BE defende “todos os investimentos possíveis” para enfrentar alterações climáticas

18 de abril de 2026 às 14 h19
Cheias em Coimbra | Foto DB-Pedro Filipe Ramos

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, defendeu hoje a necessidade de se realizarem “todos os investimentos possíveis” para as populações enfrentarem as alterações climáticas, que se irão “continuar a repetir” e com “intensidade crescente”.

“O país está confrontado com as alterações climáticas, em que este tipo de acidentes severos se vai repetir e vai ter uma intensidade crescente. Portanto, a responsabilidade política é fazer todos os investimentos possíveis para dar aos territórios e às comunidades força para resistir a essas situações”, destacou.

O líder do BE participou esta manhã, no concelho de Montemor-o-Velho, numa roda de conversa para ouvir e falar com autarcas, representantes de associações, agricultores e empresários de zonas afetadas pelas tempestades.

No final da roda de conversa, que contou com a presença da eurodeputada do BE Catarina Martins, José Manuel Pureza criticou a falta de investimento em regiões vulneráveis como é o caso do Baixo Mondego.

“O sistema de diques, o sistema de drenagem e de rega do Baixo Mondego está descuidado há décadas! Há diques que não foram objeto de uma vistoria há décadas”, frisou.

Apesar de admitir que “quando a água é imensa algum dano vai provocar”, Pureza sustentou que só com prevenção e responsabilidade do poder público “é possível minorar efeitos” do mau tempo e das alterações climáticas.

À agência Lusa, o coordenador do BE defendeu ainda a necessidade de incluir a conclusão da obra do aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego, um projeto com mais de 40 anos que está por concluir, no PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.

“Se o PTR não servir, por exemplo, para isso, então serve para muito pouco. (…) Isso tem que significar, desde logo, concluir aquilo que começou a ser feito, e que, não estando concluído, como é o caso do sistema do Baixo Mondego, há décadas que falamos dos vales secundários, do Ega, do Arunca e do Prato, vamos continuar a ter permanentemente, ciclicamente, este tipo de acidentes”, concluiu.

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