Festival Literário do Interior decorre em quatro concelhos do distrito de Coimbra
9.ª edição do festival decorre nos concelhos de Arganil, Lousã, Condeixa-a-Nova e Coimbra | Fotografia: Beira Digital TV
O Festival Literário do Interior – Palavras de Fogo decorre de quinta-feira a domingo, em quatro concelhos do distrito de Coimbra, com apresentações de livros, encontros e conversas.
A nona edição do festival vai decorrer nos concelhos de Arganil, Lousã, Condeixa-a-Nova e Coimbra, numa edição que tem como tema “Genocídios, o interior negro da Humanidade”, disse à agência Lusa a fundadora e coordenadora da iniciativa, Ana Filomena Amaral.
O tema será abordado após a sessão inaugural do festival, na Biblioteca Comendador Montenegro, na Lousã, na quinta-feira, com uma palestra da professora e escritora Cristina Robalo Cordeiro, intitulada “Vagueando por entre livros e imagens do Médio Oriente”.
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A presença de Scholastique Mukasonga, sobrevivente dos massacres no Ruanda na década de 1990, chegou a ser anunciada para o festival, mas a escritora franco-ruandesa “cancelou a participação”, disse Ana Filomena Amaral.
Na Lousã, além da sessão de abertura e palestra, haverá uma oficina de escrita criativa dada pela escritora Margarida Fonseca Santos antes do arranque oficial do festival, na quarta-feira, no Museu Álvaro Viana de Lemos.
Aquele concelho irá também acolher uma mesa-redonda sobre inteligência artificial e literatura, a apresentação do livro “Descrição do princípio do mundo”, de António Pedro Pita, e o lançamento do novo romance da organizadora do festival, “Poder Absoluto Caravanas de Liberdade”, que contará também com um momento de música flamenca.
Ainda na Lousã, haverá o 12.º “Jantar da Fraternidade – Lousã Com Zeca Afonso”, na sede do Rancho Estrelinhas da Ponte do Areal, com música e poesia.
Já Arganil irá acolher a sessão de encerramento, no domingo, com a apresentação do livro “Turismo Literário: Construção e Exploração de Roteiros”, de Sílvia Quinteiro e Maria Mota Almeida, terminando com uma degustação do bucho de Arganil e um almoço comunitário.
Naquele concelho do interior do distrito de Coimbra será também dinamizado um encontro com a escritora Margarida Fonseca Santos, na quinta-feira, que estará no dia seguinte em Condeixa-a-Nova.
O concelho de Condeixa-a-Nova recebe ainda uma conversa entre a escritora cabo-verdiana Zaida Sanches e a diretora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde Santos, sobre políticas de promoção de leitura naquele país africano.
Zaida Sanches estará também na quinta-feira, no Estabelecimento Prisional de Coimbra, numa conversa em torno do tema “À espera da liberdade”, numa sessão dinamizada por reclusos, disse Ana Filomena Amaral.
Segundo a coordenadora do festival, este ano foi decidido antecipar a iniciativa para maio (ocorria normalmente em junho) para permitir a participação das escolas, esperando que se mantenha neste mês nos próximos anos.
No futuro, Ana Filomena Amaral afirmou que pretende aprofundar a ligação com Cabo Verde e celebrar uma parceria com a Biblioteca Nacional daquele país.
O Festival Literário do Interior começou em 2018, depois dos grandes incêndios de 2017, na altura envolvendo 11 municípios dos distritos de Coimbra e Leiria.
