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Festival Literário do Interior decorre em quatro concelhos do distrito de Coimbra

04 de maio de 2026 às 15 h17
9.ª edição do festival decorre nos concelhos de Arganil, Lousã, Condeixa-a-Nova e Coimbra | Fotografia: Beira Digital TV

O Festival Literário do Interior – Palavras de Fogo decorre de quinta-feira a domingo, em quatro concelhos do distrito de Coimbra, com apresentações de livros, encontros e conversas.

A nona edição do festival vai decorrer nos concelhos de Arganil, Lousã, Condeixa-a-Nova e Coimbra, numa edição que tem como tema “Genocídios, o interior negro da Humanidade”, disse à agência Lusa a fundadora e coordenadora da iniciativa, Ana Filomena Amaral.

O tema será abordado após a sessão inaugural do festival, na Biblioteca Comendador Montenegro, na Lousã, na quinta-feira, com uma palestra da professora e escritora Cristina Robalo Cordeiro, intitulada “Vagueando por entre livros e imagens do Médio Oriente”.

 

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A presença de Scholastique Mukasonga, sobrevivente dos massacres no Ruanda na década de 1990, chegou a ser anunciada para o festival, mas a escritora franco-ruandesa “cancelou a participação”, disse Ana Filomena Amaral.

Na Lousã, além da sessão de abertura e palestra, haverá uma oficina de escrita criativa dada pela escritora Margarida Fonseca Santos antes do arranque oficial do festival, na quarta-feira, no Museu Álvaro Viana de Lemos.

Aquele concelho irá também acolher uma mesa-redonda sobre inteligência artificial e literatura, a apresentação do livro “Descrição do princípio do mundo”, de António Pedro Pita, e o lançamento do novo romance da organizadora do festival, “Poder Absoluto Caravanas de Liberdade”, que contará também com um momento de música flamenca.

Ainda na Lousã, haverá o 12.º “Jantar da Fraternidade – Lousã Com Zeca Afonso”, na sede do Rancho Estrelinhas da Ponte do Areal, com música e poesia.

Já Arganil irá acolher a sessão de encerramento, no domingo, com a apresentação do livro “Turismo Literário: Construção e Exploração de Roteiros”, de Sílvia Quinteiro e Maria Mota Almeida, terminando com uma degustação do bucho de Arganil e um almoço comunitário.

Naquele concelho do interior do distrito de Coimbra será também dinamizado um encontro com a escritora Margarida Fonseca Santos, na quinta-feira, que estará no dia seguinte em Condeixa-a-Nova.

O concelho de Condeixa-a-Nova recebe ainda uma conversa entre a escritora cabo-verdiana Zaida Sanches e a diretora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde Santos, sobre políticas de promoção de leitura naquele país africano.

Zaida Sanches estará também na quinta-feira, no Estabelecimento Prisional de Coimbra, numa conversa em torno do tema “À espera da liberdade”, numa sessão dinamizada por reclusos, disse Ana Filomena Amaral.

Segundo a coordenadora do festival, este ano foi decidido antecipar a iniciativa para maio (ocorria normalmente em junho) para permitir a participação das escolas, esperando que se mantenha neste mês nos próximos anos.

No futuro, Ana Filomena Amaral afirmou que pretende aprofundar a ligação com Cabo Verde e celebrar uma parceria com a Biblioteca Nacional daquele país.

O Festival Literário do Interior começou em 2018, depois dos grandes incêndios de 2017, na altura envolvendo 11 municípios dos distritos de Coimbra e Leiria.

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