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Proteção Civil da Região de Coimbra alerta para possível agravamento de risco de cheia e inundação

11 de fevereiro de 2026 às 15 h13
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Face ao possível agravamento do risco de cheia e inundação para a região de Coimbra, a Proteção Civil reforça, em comunicado enviado ao DIÁRIO AS BEIRAS, o alerta à população, para que tome medidas preventivas e siga ss orientações dadas pelas autoridades.

  1. SITUAÇÃO

Atendendo às previsões meteorológicas e hidrológicas para as próximas horas e dias na Região de Coimbra, alerta-se a população para a possibilidade de agravamento significativo das cheias na bacia hidrográfica do rio Mondego, com especial incidência nas zonas historicamente mais vulneráveis.

Regista-se um aumento acentuado dos caudais nos cursos de água da bacia do Mondego, destacando-se os rios Ceira e Mondego, já fortemente condicionados por eventos recentes. As populações residentes, utilizadoras ou que desenvolvam atividades nas margens esquerda e direita do rio Mondego devem adotar especial atenção e reforçar as medidas de autoproteção.

Apesar da monitorização e vigilância permanentes na bacia hidrográfica do rio Mondego —nomeadamente nos rios Alva, Ceira, Mondego e Arunca —, os próximos episódios de precipitação previstos irão provocar um aumento significativo dos caudais afluentes à Ponte Açude de Coimbra, com alagamento progressivo das margens e zonas ribeirinhas.

Informação Meteorológica

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se:

  • Precipitação persistente e por vezes forte, em especial nas regiões Norte e Centro, passando a regime de aguaceiros a partir do final da tarde – AVISO LARANJA entre as 06h00 e as 18h00;
  • Vento fraco a moderado (até 30 km/h) de oeste/sudoeste, tornando-se moderado a forte (até 45 km/h) na faixa costeira e terras altas, em especial no Norte e Centro, com rajadas até 75 km/h e 100 km/h, respetivamente;
  • Agitação marítima forte;
  • Possibilidade de trovoada nas regiões Norte e Centro;
  • Neblina ou nevoeiro, sobretudo em zonas de serra;
  • Cheias: a persistência de períodos de precipitação intensa poderá contribuir para a manutenção e agravamento das cheias, com impacto relevante nas zonas ribeirinhas e áreas mais expostas ao rio Mondego, devendo ser mantida vigilância reforçada.

Informação Hidrológica

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), prevêse, nos próximos dias, uma situação hidrológica potencialmente perigosa nas bacias do Mondego e Vouga, com impacto particular nos seguintes municípios:

  • Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure;
  • Rio Vouga: Mira e Cantanhede.

Face às previsões meteorológicas e hidrológicas, antevê-se um aumento significativo do escoamento dos rios, sendo recomendada a adoção imediata de medidas preventivas, nomeadamente a evacuação das zonas historicamente mais suscetíveis a cheias e inundações, nos municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, em especial na margem esquerda do rio Mondego.

A população não deve circular nem permanecer nas vias marginais ao leito do rio Mondego, particularmente a jusante da Ponte Açude de Coimbra.

  1. EFEITOS OBSERVADOS

Às 14h00, o caudal do rio Mondego na Ponte Açude de Coimbra registava 1 975 m³/s. Verificam-se impactos relevantes nas margens dos rios Ceira e Mondego, prevendo-se uma tendência de subida dos caudais a partir da próxima noite.

  1. EFEITOS EXPECTÁVEIS

Em função da situação meteorológica e hidrológica atual, das previsões disponíveis e do efeito acumulado dos episódios recentes de precipitação, poderão ocorrer:

  • Inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis ao longo do rio Mondego e dos seus afluentes Ceira, Alva e Arunca, devido à acumulação de águas pluviais e à possível sobrecarga dos sistemas de drenagem;
  • Cheias em cursos de água, com transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água, com especial incidência no Baixo Mondego;
  • Instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos, derrocadas ou outros movimentos de massa, resultantes da saturação dos solos;
  • Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água;
  • Aumento generalizado dos caudais do rio Mondego e dos rios Ceira, Alva e Arunca nas próximas horas.
  1. MEDIDAS PREVENTIVAS

Face às condições meteorológicas previstas e à manutenção de caudais elevados, recomenda-se à população:

  • Retirar equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas ribeirinhas e habitualmente inundáveis dos rios Mondego, Ceira, Alva e Arunca, colocandoos em locais seguros;
  • Salvaguardar os animais, retirando-os de zonas suscetíveis a inundação;
  • Não atravessar, a pé ou de viatura, estradas, linhas de água ou zonas inundadas;
  • Não circular nem permanecer em pontes, vias de acesso ou locais inundados ou historicamente inundáveis;
  • Evitar atividades junto a linhas de água, sobretudo em locais sujeitos a cheias rápidas;
  • Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social e das entidades de Proteção Civil, cumprindo rigorosamente todas as recomendações emitidas.

O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, Infraestruturas de Portugal, Serviços Municipais de Proteção Civil e restantes Agentes de Proteção Civil, continuará a acompanhar permanentemente a situação, procedendo à atualização da informação sempre que se justifique.

Autoria de:

redação Diário as Beiras

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