Região Metropolitana de Coimbra

Proteção Civil da Região de Coimbra alerta para agravamento do risco de cheias

01 de fevereiro de 2026 às 20 h37
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Tendo em conta as previsões meteorológicas e hidrológicas para as próximas horas e dias na Região de Coimbra, a Proteção Civil alerta, em comunicado, a população para a possibilidade de agravamento das cheias na bacia hidrográfica do rio Mondego, em especial nas zonas historicamente mais vulneráveis.

De acordo com o documento, a Proteção Civil informa que “se regista um aumento significativo dos caudais dos rios da bacia do Mondego, com particular incidência nos rios Ceira e Mondego, já fortemente afetados por eventos recentes, devendo as populações residentes ou utilizadoras das margens esquerda e direita do rio Mondego adotar especial atenção e precaução”.

Apesar da monitorização e vigilância permanentes na bacia hidrográfica do rio Mondego — nomeadamente nos rios Alva, Ceira, Mondego e Arunca —, os próximos episódios de precipitação irão provocar um aumento acentuado dos caudais afluentes à Ponte Açude de Coimbra, com alagamento progressivo das margens.

Segundo as previsões do IPMA para os próximos dias, haverá precipitação mais intensa entre as 23H00 e as 07H00, com alguma diminuição da intensidade da chuva e do vento entre a tarde do dia 2 e a tarde do dia 3. Já Entre a noite do dia 3 e o dia 5, a precipitação voltará a ser intensa. Em relação ao vento, o distrito de Coimbra estará sob aviso laranja, com agravamento significativo do vento, com rajadas que poderão atingir 100 km/h nas terras altas e cerca de 60 km/h no litoral. Por fim, a persistência de períodos de precipitação intensa poderá contribuir para a continuação e agravamento das cheias, com impacto relevante nas zonas ribeirinhas e áreas mais expostas ao rio Mondego, devendo ser mantida especial vigilância nestes locais.

Face às previsões meteorológicas e hidrológicas, prevê-se um aumento do escoamento dos rios, pelo que se recomenda a adoção imediata de medidas preventivas nas zonas historicamente mais suscetíveis a cheias e inundações, nomeadamente nos concelhos de Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz.

A Proteção Civil sublinha ainda que a população não deve circular nem permanecer nas vias marginais ao leito do rio Mondego, em especial a jusante da Ponte Açude de Coimbra.

Efeitos observados

Às 16H00 deste domingo, o caudal do rio Mondego na Ponte Açude de Coimbra registava 1457 m³/s, verificando-se já impactos nas zonas mais baixas dos rios Ceira e Mondego, prevendo-se uma tendência de subida dos caudais a partir da próxima noite.

Efeitos expetáveis

Atendendo à situação meteorológica e hidrológica atual, às previsões disponíveis e ao efeito acumulado dos episódios recentes de precipitação, poderão ocorrer:

  • Inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis ao longo do rio Mondego e dos seus afluentes Ceira, Alva e Arunca, devido à acumulação de águas pluviais e possível sobrecarga dos sistemas de drenagem;
  • Cheias em cursos de água, potenciadas pelo transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água, com especial atenção ao Baixo Mondego.
  • Instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos, derrocadas ou outros movimentos de massa, provocados pela saturação dos solos;
  • Arrastamento de objetos e estruturas soltas para as vias rodoviárias, bem como o desprendimento de estruturas mal fixadas, devido ao vento forte;
  • Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água;
  • Aumento generalizado dos caudais no rio Mondego e nos rios Ceira, Alva e Arunca nas próximas horas.

Medidas preventivas

Face às condições meteorológicas previstas e à manutenção de caudais elevados, recomenda-se à população:

  • Retirar equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas ribeirinhas e habitualmente inundáveis dos rios Mondego, Ceira, Alva e Arunca, colocando[1]os em locais seguros;
  • Salvaguardar os animais, retirando-os de zonas suscetíveis a inundação; • Não atravessar, a pé ou de viatura, estradas, linhas de água ou zonas inundadas;
  • Não circular nem permanecer em pontes, vias de acesso ou zonas que se encontrem inundadas ou que sejam historicamente inundáveis;
  • Evitar atividades junto a linhas de água, especialmente em locais sujeitos a cheias rápidas;
  • Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social e das entidades de Proteção Civil, cumprindo rigorosamente as recomendações emitidas.

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