Obras do regadio do Vale do Pranto são as mais atrasadas do Programa Nacional
“O Mondego é um dos casos mais flagrantes” no país do atraso do Programa Nacional de Regadios”, denunciou ontem a Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg).
As obras para a modernização do “Regadio Precário do Pranto I” – abrangendo os concelhos da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure – num investimento de 23 milhões de euros, aprovado no âmbito do PDR2020, “têm um atraso de dois anos face ao calendário inicial”.
De acordo com a Fenareg, “a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a Declaração de Impacte Ambiental desta obra apenas em abril de 2021, após um ano de análise, e o processo final foi enviado pela DGADR [Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural] à tutela em meados de agosto”.
“Porém, não existe, até à data, luz verde por parte do Governo para que a obra avance”, acrescenta.
A nível nacional, a Fenareg alertou ontem que falta lançar a concurso “perto de 1/4” do investimento público total de 560 milhões de euros anunciado pelo Governo para financiamento do Programa Nacional de Regadios.
Todo este processo prevê a criação e modernização de 90 mil hectares de regadio até 2024 em Portugal. No documento, a Fenareg lamenta ainda “a falta de informação, pública e acessível, sobre o nível de execução do Programa Nacional de Regadios” e diz ter já solicitado uma audiência com a ministra da Agricultura “para esclarecimento da situação”.
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