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Mau tempo: Secretário de Estado considera necessário priorizar limpeza da floresta

31 de março de 2026 às 15 h52
Governante esteve hoej em Góis, numa visita a trabalhos de desobstrução da rede viária florestal | Fotografia: Pedro Filipe Ramos

O secretário de Estado das Florestas disse hoje que vai ser impossível até ao verão retirar todo o material lenhoso das zonas atingidas pela depressão Kristin e que é necessário priorizar as ações de limpeza.

“É impossível em toda a região impactada pela tempestade, em particular no território rural, remover [o material lenhoso] e garantir a diminuição do risco”, disse Rui Ladeira, hoje, em Góis, no interior do distrito de Coimbra, após uma visita a trabalhos de desobstrução da rede viária florestal.

Antecipando o período difícil “que se avizinha”, o governante salientou que o foco está na mitigação dos riscos de incêndios e que tem de haver “uma priorização e uma garantia de que as zonas prioritárias vão ser intervencionadas”.

 

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O secretário de Estado das Florestas apelou à responsabilidade dos proprietários florestais na limpeza das suas áreas, recorrendo aos incentivos do Governo, que podem ir até aos 1.500 euros, caso a parcela tenha sido atingida na sua totalidade.

Com o foco na retirada de toda a madeira tombada na rede viária florestal antes da fase crítica de incêndios, que começa a 01 julho, o objetivo da tutela é tornar o processo de remoção do material lenhoso mais rápido de forma a mitigar os riscos.

Na sua deslocação, Rui Ladeira visitou os trabalhos de desobstrução da rede viária florestal, na zona da Aigra Velha, na Serra da Lousã, numa ação entre o Instituto da Conservação e Defesa da Floresta (ICNF), a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM) e o Gabinete Técnico Florestal de Góis.

Segundo o ICNF, dos mais de 275.500 hectares da região de Coimbra foram atingidos cerca de 12.800 hectares em 16 municípios, sete dos quais considerados prioritários.

Nos municípios prioritários – Góis, Pampilhosa da Serra, Lousã, Penela, Condeixa-a-Nova e Miranda do Corvo – já foram desobstruídos 590 quilómetros de rede viária florestal, em duas fases de trabalho.

A partir da próxima semana começa uma terceira fase que prevê a desobstrução de mais 178 quilómetros, estimando-se que, no final das três fases, seja expectável atingir 914 quilómetros da rede viária florestal.

Numa sessão na Biblioteca Municipal de Góis, com o secretário de Estado das Florestas a presidir, a CIM da Região de Coimbra apresentou um projeto-piloto de sensibilização nas áreas da prevenção e gestão dos incêndios rurais.

A campanha pretende incentivar os proprietários a efetuarem a limpeza dos terrenos, evitar queimas e queimadas, adequar a utilização de maquinaria aos dias em que não existe risco de incêndio e promover boas práticas nos espaços florestais.

A intenção é atingir os jovens, docentes, turistas, idosos e comunidade em geral através de meios digitais e de ações nas escolas e de capacitação dos professores, padres e operadores turísticos.

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