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Mau tempo: Mira registou 25 ocorrências maioritariamente de queda de árvores

28 de janeiro de 2026 às 16 h51
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A Câmara de Mira registou 25 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo relacionadas com quedas de árvores, que arrastaram consigo cabos elétricos e deixaram parte do concelho sem energia e comunicações.

“Temos uma parte do concelho sem energia e telecomunicações e o nosso trabalho tem sido desobstruir as vias”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Artur Fresco, salientando que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil está ativado desde terça-feira à noite.

Além da queda de árvores, este município do litoral do distrito de Coimbra registou danos em estruturas de obras, vedações e telhados, embora sem registar feridos ou desalojados.

Nas escolas, que estão encerradas, tendo a decisão também sido tomada na terça-feira, há registos de estragos em coberturas.

A piscina municipal sofreu também um rombo na cobertura.

Há ainda a registar inundações em caves, cujos proprietários não puderam acionar bombas elétricas devido à falta de energia.

Segundo Artur Fresco, estão ainda cortadas ao trânsito a estrada do Canal, que dá acesso à Praia de Mira, devido a inundação, e outra que liga o aldeamento Miravillas ao parque de campismo da Orbitur.

A passagem da depressão Kristin por território português deixou um rastro de destruição, causando pelo menos três mortos diretamente relacionados com os efeitos do mau tempo, dois em Leiria e um em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, além de vários desalojados.

O autarca de Leiria apontou ainda a existência de mais dois mortos no concelho devido a paragens cardiorrespiratórias, estando ainda a ser apurado se têm alguma relação com a tempestade.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, foram as principais consequências do temporal.

   A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

Autoria de:

Agência Lusa

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