Docente da Universidade de Coimbra denuncia esquema de “falsas teses”
Em Portugal, a compra de trabalhos e teses académicas não constitui crime penal | Foto DR
Uma investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra fez-se passar por aluna para pedir um trabalho na sua própria área de especialidade. O orçamento chegou aos 3600 euros
A encomenda não partiu de um aluno desesperado ou de alguém que procura um caminho fácil para obter um grau. Partiu de uma professora da Universidade de Coimbra, especialista em Literatura Alemã e coordenadora dessa área no doutoramento da Faculdade de Letras. Depois de ter sido direcionada por algoritmos online para plataformas que oferecem a elaboração de dissertações e teses mediante pagamento, a docente quis perceber como funciona um negócio que, apesar de movimentar milhões de euros e alimentar uma indústria paralela de trabalhos académicos,27 continua a escapar a uma qualificação jurídica clara: “caem, ainda, num buraco da lei e não são fraude, como deviam ser”, afirma.
Sob uma identidade falsa, a académica contactou a empresa, que tem sede registada em Coimbra. Pouco depois, foi contactada por um intermediário identificado como “Daniel” através do WhatsApp, que questionou o tema da tese, o número de páginas e o prazo de entrega.
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