Cinco mil clientes no distrito de Coimbra sem energia até as 12H00
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Um total de 55 mil clientes da E-Redes continuava às 12:00 de hoje sem energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo, menos 1.000 do que o balanço anterior das 08:00, informou a empresa.
Comparando com o ponto de situação das 08:00, nestas quatro horas de diferença houve uma redução do número total de clientes da E-Redes sem energia elétrica em Portugal continental, que passou de um total de 56 mil para 55 mil.
Relativamente às zonas mais afetadas pela depressão Kristin, a E-Redes referiu que também se verifica um decréscimo do número de clientes sem energia elétrica nestas quatro horas, que passaram de cerca de 48 mil para cerca de 44 mil, o que corresponde a um total de cerca de menos 4.000 clientes nesta situação.
Segundo a empresa, esses 44 mil clientes que ao meio-dia ainda estavam sem energia elétrica dividiam-se por “29.000 em Leiria, 7.000 em Santarém, 5.000 em Coimbra e 3.000 em Castelo Branco”.
De acordo com dados da E-Redes, a redução do número de clientes sem eletricidade não se reflete em todos os distritos afetados pela tempestade Kristin, verificando-se um decréscimo em Leiria, de 36.000 para 29.000, e em Santarém, de 8.000 para 7.000, e um aumento em Coimbra, de 2.000 para 5.000, e em Castelo Branco, de 2.000 para 3.000.
No domingo, pelas 18:00 permaneciam sem energia elétrica “cerca de 50 mil clientes na zona da depressão Kristin, dos quais 38.000 em Leiria, 8.000 em Santarém, 2.000 em Coimbra e 2.000 em Castelo Branco, e um total de 58 mil clientes em todo o território continental”, de acordo com a empresa.
Em 28 de janeiro, dia em que a depressão Kristin fez mais estragos, mais de 850 mil clientes da E-Redes ficaram sem energia elétrica em Portugal continental e os principais distritos impactados foram Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
