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Candidatura a Reitor da Universidade de Coimbra

16 de junho de 2026 às 15 h48

Decidi candidatar-me a Reitor da Universidade de Coimbra nas eleições que terão lugar nos primeiros meses de 2027. A primeira declaração que gostaria de deixar é que o farei em nome do futuro da UC, mas grato pelo esforço e pelo trabalho de todos quantos nos ajudaram a chegar até aqui. Muito de bom tem sido feito, outro tanto haverá para fazer ao longo do mandato que decorrerá entre 2027 e 2031.

Não é este o lugar, nem o momento para apresentar um programa de candidatura. Há uma equipa reitoral em funções que merece todo o respeito e o nosso maior apoio até ao último dia do seu mandato. Por isso, quero hoje enunciar apenas algumas ideias e princípios com os quais me comprometo solenemente e desde já.

O meu primeiro compromisso é com a missão de serviço público da UC, que deve inspirar todo o pensamento estratégico, assim como o processo de tomada de decisão nas mais variadas matérias. A UC existe para formar bons profissionais e melhores cidadãos, num ambiente de cooperação, de interação de culturas e de saberes, de independência, de tolerância e de diálogo. Nunca o esquecerei e sempre o promoverei.

Tenho noção dos desafios que as universidades enfrentam, com os avanços da era digital, a globalização da cultura e da ciência, o envelhecimento da população, a transição climática, a sustentabilidade, entre outros fatores de mudança acelerada. Também a aprovação recente do novo RJIES obrigará a ajustamentos criteriosos, com a flexibilização do sistema binário (Universidades-Universidades Politécnicas), as novas variantes de acreditação dos cursos, as expetativas de reforço da autonomia ou os riscos de agravamento da precariedade laboral.

Conheço bem a UC, pois fui membro eleito do seu Conselho Geral entre 2016 e 2019 e sou Diretor da Faculdade de Medicina, cargo para o qual fui sucessivamente eleito em 2019, em 2021, em 2023 e em 2025. Sinto, por isso, que estou em condições de governar a UC com visão equilibrada, de forma enérgica e com muita empatia, para bem da instituição e da própria cidade de Coimbra. Uma das causas maiores por que me baterei é precisamente a de um entendimento profícuo e permanente entre as lideranças da UC e da Cidade. Temos tanto a ganhar com isso!

A UC precisa de zelar pelo que tem de melhor e de encontrar respostas estratégicas para as fragilidades que subsistem. Por exemplo, é importante que o alto nível de internacionalização se estenda aos estudantes de pós-graduação. Que as decisões sejam apoiadas por dados em tempo real facultados por ferramentas inovadoras. Que os sucessos da investigação científica se alarguem a um maior número de unidades, incluindo nas Humanidades. Que se construa um Plano Integrado de Bem-Estar Académico polivalente, inclusivo e credível.

Venho para servir e para acrescentar qualidade àquela que já existe. A UC tem sido a minha vida e quero contribuir para a transformar profundamente e para melhor. A seu tempo, partilharei todas as minhas ideias e projetos, com o entusiasmo próprio de quem veio para ser parte da solução.  Por uma UC do e para o Século XXI.

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