Três membros do Conselho Geral contestam decisão sobre eleição do reitor da UC
O processo eleitoral tem gerado contestação entre parte da comunidade académica. | Foto: DR
Três membros do Conselho Geral da Universidade de Coimbra (UC) vieram a público contestar a forma como foi decidida a manutenção do atual modelo de eleição do próximo reitor, sublinhando que a deliberação esteve longe de ser unânime.
Numa carta enviada ao Diário As Beiras, Alexandre de Soveral Martins, Patrícia Moura e Sá e Henrique Madeira, eleitos pela Lista A de investigadores e docentes para o Conselho Geral, afirmam que não votaram favoravelmente a proposta que determinou que a escolha do próximo reitor seja feita apenas pelos 35 membros daquele órgão.
“O caminho escolhido não é o mais coerente com uma visão de uma Universidade que queremos moderna e democrática”, referem os conselheiros.
“O jornal As Beiras tem dado destaque ao processo eleitoral para a escolha do próximo reitor da Universidade de Coimbra. Porém, não é sublinhado que a decisão tomada esteve longe de ser unânime”, referem na missiva.
O processo eleitoral tem gerado contestação entre parte da comunidade académica. O Conselho Geral decidiu, na reunião de 29 de junho, manter o atual modelo de eleição do reitor, através de um colégio eleitoral composto pelos seus membros, recusando aplicar já o novo modelo previsto no RJIES, que estabelece a eleição por sufrágio universal e voto direto da comunidade académica.
Entretanto, 169 docentes da UC, entre professores no ativo e jubilados, apresentaram um requerimento à presidente do Conselho Geral, Maria da Glória Garcia, solicitando a revogação daquela deliberação, após a promulgação do novo RJIES pelo Presidente da República. Na resposta ao requerimento, a presidente do Conselho Geral reiterou a decisão tomada, considerando que a deliberação de junho resultou de uma ponderação “alargada, aprofundada e demorada” e foi adotada no âmbito das competências daquele órgão.
