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Presidente da Câmara de Leiria defende reforço de meios do DECIR no combate aos incêndios

07 de maio de 2026 às 12 h17
Fotografia: Arquivo

 O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, defendeu hoje mais meios no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para a região, na sequência da destruição da floresta devido à depressão Kristin.

“Tem de haver uma preocupação acrescida, tendo em conta aquilo que foi a destruição da floresta nesta Região de Leiria, onde temos zonas muito afetadas e vai ser muito difícil limpar todo o território”, afirmou à agência Lusa Gonçalo Lopes, após a tomada de posse do novo comandante dos Bombeiros Sapadores de Leiria, Humberto Morgado, e do coordenador municipal de Proteção Civil, Ricardo Martins.

O presidente do município frisou que “o reforço e o pré-posicionamento dos meios junto do território mais perigoso, com risco mais elevado [de incêndio]”, devem ser acautelados, não só com meios aéreos, “mas também o reforço na prevenção”, através da presença da Guarda Nacional Republicana e “pré-posicionamento de outros meios a nível nacional, para que esta zona Centro possa estar mais protegida”.

 

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Referindo-se aos concelhos mais afetados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro, como Leiria, Marinha Grande, Pombal e Ourém, o autarca alertou que esta região “hoje está muito exposta”.

“No passado, sem árvores derrubadas, já éramos uma das zonas com maior número de ignições. Este ano, se as ignições existirem, podem ser explosivas”, avisou, reiterando ser importante a presença de mais operacionais na prevenção, na vigilância e no pré-posicionamento, para eventual combate.

Segundo Gonçalo Lopes, os “meios municipais estão totalmente mobilizados”, referindo-se às corporações de bombeiros do concelho, realçando, ainda, o “reforço da participação das unidades locais de Proteção Civil no trabalho de prevenção e vigilância, que mostra uma intervenção muito importante por parte da população”.

Em 2025, o DECIR para a Região de Leiria contou com 471 operacionais, 113 viaturas e três meios aéreos no período crítico, que compreende os meses de julho, agosto e setembro.

A Região de Leiria compreende os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Já no discurso da tomada de posse dos novos responsáveis, o presidente da Câmara, que elogiou e agradeceu o trabalho do comandante cessante, José Rito, considerou que se vivem “tempos particularmente exigentes para a proteção civil e para os agentes de socorro”.

O autarca adiantou que fenómenos meteorológicos extremos mostram a dimensão dos desafios futuros e, embora a fase mais crítica da resposta à tempestade Kristin tenha sido ultrapassada, o “processo de recuperação do território continua” enquanto se entra “num período particularmente exigente do ponto de vista da prevenção e da Proteção Civil”, os incêndios.

O novo comandante dos Bombeiros Sapadores de Leiria, Humberto Morgado, era até agora coordenador municipal de Proteção Civil e comandante dos Bombeiros do Município de Tomar, pertencendo ao quadro desta corporação de Leiria desde 2019.

Na sua intervenção, defendeu como principais objetivos o reforço do efetivo, a aposta na formação contínua e especializada, a melhoria da organização interna e respetiva prontidão, a renovação da frota, equipamentos e fardamento, e a melhoria das condições do quartel, com a reorganização de alguns espaços.

Já Ricardo Martins, que é técnico superior do Serviço Municipal de Proteção Civil de Leiria desde 2018, lembrou o impacto da depressão Kristin, que colocou à prova pessoas, meios e entidades, para realçar que este período demonstrou que a resiliência de um território não depende apenas dos seus recursos, mas da forma como estes trabalham em conjunto e sob pressão.

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