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Tóquio2020: Portugal soma três medalhas numa só edição pela terceira vez

03 de agosto de 2021 às 11 h17

As três medalhas conquistadas por Portugal em Tóquio2020, pela atleta Patrícia Mamona (prata), o judoca Jorge Fonseca (bronze) e o canoísta Fernando Pimenta (bronze) constituem o terceiro ‘hat trick’ em Jogos Olímpicos.

Portugal, que nem ‘bisava’ desde Pequim2008, conseguiu hoje uma façanha que só tinha alcançado em duas outras ocasiões, dado o terceiro ‘metal’ conquistado por Fernando Pimenta no K1 1.000 metros.

Fernando Pimenta, de 31 anos, que se tinha sagrado vice-campeão olímpico em Londres2012, em K2 1.000 metros, ao lado de Emanuel Silva, terminou a prova de K1 1.000 metros de Tóquio2020 em 3.22,478 minutos, apenas atrás dos húngaros Balint Kopasz, novo recordista olímpico, com 3.20,643, e Adam Varga (3.22,431).

Portugal passou a contar com um total de 27 medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos (quatro de ouro, nove de prata e 14 de bronze), duas das quais na canoagem, ambas com a participação de Fernando Pimenta, que integra agora o restrito grupo de atletas lusos com dois pódios no maior evento desportivo mundial.

Na capital nipónica, o primeiro a chegar ao pódio foi Jorge Fonseca, conseguindo a terceira medalha para o judo, e seguiu-se Patrícia Mamona, com a prata num salto de 15,01 metros, novo recorde nacional.

Agora, foi o canoísta, que já tinha uma prata no currículo ao lado de Emanuel Silva, em Londres2012, a somar novo pódio para Portugal no Sea Forest Waterway.

Antes, Atenas2004 tinha rendido três medalhas, segundo e último ‘hat trick’ da comitiva portuguesa até hoje.

Sérgio Paulinho pasmava o mundo do ciclismo com a prata na prova de fundo de estrada, enquanto Francis Obikwelu se estabeleceu como um dos homens mais rápidos de sempre nos 100 metros, com uma prata arrancada ‘a ferros’, e a nação pôde ainda ‘sofrer’ com Rui Silva até ao bronze nos 1.500 metros.

Los Angeles1984 trouxeram o primeiro ouro da história nacional em Jogos, na maratona vitoriosa de Carlos Lopes, com António Leitão, nos 5.000 metros, e Rosa Mota, na maratona, a conseguirem bronze, na única outra vez em que foram conseguidos três ‘metais’.

Carlos Lopes, que vinha de uma prata nos 10.000 metros de Montreal1976, conseguiu o primeiro de quatro ouros da história portuguesa na cidade norte-americana.

Lesionado em Moscovo1980, o maratonista luso tornou-se no primeiro herói olímpico nacional com um recorde dos Jogos, 2:09.21 horas, que só viria a ser batido em Pequim2008, pelo queniano Sammy Wanjiru.

Este resultado em Tóquio2020, de resto, permite à missão portuguesa superar o que estava contratualizado com o Governo, pelo menos no que a pódios diz respeito, uma vez que só dois estavam estipulados.

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