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Sociedade de capital de risco concluiu venda de empresa Prado Cartolinas da Lousã

10 de dezembro de 2024 às 14 h41
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A Atena Equity Partners concluiu a alienação da Prado – Cartolinas da Lousã ao grupo português Newpal, após uma estratégia de investimento que aumentou as vendas e melhorou a rentabilidade, anunciou hoje aquela sociedade de capital de risco.

Em comunicado, a Atena afirmou que o investimento de ‘private equity’ implementado, desde 2016, na empresa com mais de 300 anos de atividade, localizada na Lousã, no interior do distrito de Coimbra, “conduziu a aumento das vendas, melhoria da rentabilidade em quase 50% e redução da dívida para metade”.

O valor da aquisição não foi revelado.

A intervenção da Atena levou ainda ao reforço da posição de liderança da Prado no mercado ibérico de cartolinas de elevada gramagem, constituindo-se ainda a empresa da Lousã como um ator “de referência no mercado internacional”, concretamente na Europa e Oceânia, com as exportações a representarem 87% do total da produção de 25.000 toneladas.

“A estratégia implementada pela Atena desde abril de 2016, com a equipa de gestão liderada por Manuel Cavaco Guerreiro, conduziu a um aumento das vendas para 24 milhões de euros, bem como uma melhoria da rentabilidade em quase 50% e uma redução da dívida para metade”, acrescentou a sociedade de investimento privado.

Citado na nota, João Rodrigo Santos, sócio fundador da Atena, vincou que a Prado – Cartolinas da Lousã “é líder no seu setor de atividade e reconhecida internacionalmente, exportando a sua produção para cerca de 50 países”.

“O investimento que realizámos permitiu restruturar o grupo e fazer crescer a empresa, conquistando a confiança de clientes exigentes e marcas de luxo em todo o mundo com o nosso papel de alta gramagem. A alienação à Newpal materializa o valor criado na empresa e oferece a oportunidade ao novo acionista, português, de prosseguir com a exploração das suas vantagens competitivas”, argumentou.

O comunicado assinala ainda que a empresa da Lousã tem mais de 300 anos de história – “é a unidade fabril mais antiga do país em laboração contínua” – tendo sido criada por alvará régio de 1716 para fornecer papel à Universidade de Coimbra.

“A empresa soube acompanhar a evolução dos tempos, modernizando as suas instalações e práticas de gestão e apostando na formação, na inovação tecnológica, na qualidade e na exportação, reforçando a capacidade produtiva e melhorando o processo de produção”, refere a nota.

Acrescenta que o novo acionista Newpal é um grupo industrial português “que detém agora três empresas industriais diversificadas, apostando em empresas industriais de valor acrescentado” e que a equipa de gestão da Prado – Cartolinas da Lousã “continuará a ser liderada por Manuel Cavaco Guerreiro, garantindo a estabilidade da empresa e facilitando o desenvolvimento do projeto de crescimento”.

Autoria de:

Agência Lusa

1 Comentário

  1. Carlos Carvalho diz:

    Já vai sendo tempo de a autarquia olhar para os péssimos acessos rodoviários a esta unidade fabril. Não tem uma via de acesso em condições para o tipo de veículos pesados que demandam a fábrica.

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