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Silveira Tech resiste na serra da Lousã e mostra que é possível regenerar a floresta através da diversidade

05 de setembro de 2025 às 10 h23
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Reconstruímos a Cerdeira, colocámos a funcionar lá a escola de artes e agora quisemos recuperar e regenerar este espaço, para trazer pessoal de áreas tecnológicas”, contou José Serra

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A premissa do cientista francês Antoine Lavoisier (1743-1794) pode ser aplicada ao desígnio da Silveira Tech, que pretende transformar uma área de 230 hectares na Serra da Lousã.
“A Silveira Tech é um projeto bastante ambicioso, que tem como objetivo criar, no fundo, um espaço regenerado, em temos florestais e ambientais, em três aldeias, na prática são duas aldeias e um lugar recuperados”, contou, ao DIÁRIO AS BEIRAS, José Serra, um dos fundadores da Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) que tem como área de ação “uma zona que faz parte daquilo que se diz o Casal da Silveira”, assumiu.
Em conjunto com Manuel Vilhena, decidiu, em 2017, avançar para um projeto que pretende transformar as aldeias da Silveira de Baixo e da Silveira de Cima e o lugar de Pé da Lomba. “A Silveira de Cima vai estar focada na regeneração e a Silveira de Baixo na inovação. Depois vamos recuperar também o Pé da Lomba e fazer aí um centro de desenvolvimento pessoal”, contou.
Trabalhadores das áreas tecnológicas, nómadas digitais ou pessoas que precisem “de conexão com a natureza para equilibrar as coisas”, recordou José Serra, são alguns dos potenciais habitantes de áreas que há cerca de 50 anos estão desabitadas. “Estamos a ocupar este território e vamos agir sobre ele”, garantiu Manuel Vilhena.
“Somos de Lisboa, mas adotámos a Lousã. Na prática, somos uma família que, primeiro, adotou a Lousã há 30 anos. Reconstruímos a Cerdeira, colocámos a funcionar lá a escola de artes e agora quisemos recuperar e regenerar este espaço, para trazer pessoal de áreas tecnológicas”, contou José Serra.
A conversa decorreu no basecamp da empresa. “Inaugurámos esta infraestrutura em 2023”, recordou Manuel Vilhena. Iniciado em 2017, o projeto tinha conquistado ímpeto e estava a avançar no terreno, mas, no passado dia 14 de agosto algo mudou o panorama.

Reportagem na edição impressa e digital de hoje, sexta-feira, do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

Emanuel Pereira

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