Há 25 anos que a Serra da Lousã é cenário de estudo para biólogos
Foram cerca de mil alunos os que participaram, ao longo dos anos, nas aulas de Biologia de Campo na Serra da Lousã | Foto: D.R.
A aula de Biologia de Campo da Universidade de Aveiro, no passado sábado na Serra da Lousã, assinalou um quarto de século de estudos da fauna e flora local como contributo para futuros biólogos.
Foi em março de 2001 que – sob a responsabilidade dos docentes Carlos Fonseca e António Luís do Departamento de Biologia – se iniciou a formação de Biologia de Campo na Serra da Lousã, “disciplina que marcou gerações de alunos, hoje biólogos”.
As matérias lecionadas têm como pano de fundo técnicas de campo, desde a captura de pequenos mamíferos e aves à prospeção de indícios de presença de animais, passando pela identificação de plantas e inventariação da vegetação, procura de anfíbios e répteis, identificação de macroinvertebrados aquáticos bioindicadores da qualidade da água e observação de veados, corços e javalis. O trabalho e campo é feito em parceria com entidades como a Câmara Municipal da Lousã, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os vários baldios que fazem parte do território da Serra da Lousã.
Os cerca de mil alunos que participaram, ao longo dos anos, nas aulas de Biologia de Campo na Serra da Lousã, bem como os vários docentes que partilharam o seu conhecimento sobre este ecossistema tão peculiar, “têm contribuído para a geração de dados e conhecimento científico que tem sido disponibilizado para as entidades locais e a comunidade local gerir e melhor valorizar a Serra da Lousã e os seus recursos naturais”, refere Carlos Fonseca.
A mais recente aula de campo na Serra da Lousã contou com 48 alunos, acompanhados pelos docentes Carlos Fonseca, Fernando Gonçalves e Paulo Silveira, apoiados pelo Victor Bandeira.
