Opinião: Tomem lá castanhas!
2024 e 2025…UMA ANIMAÇÃO!
O Orçamento Geral do Estado é muito importante para a definição de políticas, ora mais liberais, ora mais socialistas/social democratas. É um instrumento fundamental para a governança, esperando o Povo que a mesma lhe seja favorável, o que significa, se preocupe com o bem-estar generalizado e não só de alguns!
Mas será sempre tema de conversa – quem gosta de política e não de mercearia – a postura de Luís Montenegro e de Pedro Nuno Santos em todo o processo histórico de governo e oposição.
O CHEGA, de que não se conhece estratégia, é a terceira força política, tendencialmente a crescer, dado os últimos acontecimentos ao arrepio da ordem pública. Acontecimentos que, por força de alguma desorganização, colocaram o país, ou melhor, e para já Lisboa no caos, com a morte do Senhor Odair de quem muito se tem falado, e do motorista do autocarro incendiado a lutar entre a vida e a morte, de que ninguém fala, ou pior, poderá ter entrado no esquecimento. São dois cidadãos que deverão merecer o mesmo respeito.
A democracia vai ter de contar com ele nas eleições autárquicas.
Todos sabemos que, quando a polícia não toma conta da rua, são os gangues que o fazem. Por tal, recomendo muito juízo. É que a coisa pode descambar!
Os outros partidos, perdoem-me a franqueza, apenas anima “a coisa”, o que até por vezes não é mesmo nada divertido…mas enfadonha!
Mas vamos ao que hoje me trouxe aqui.
Luís Montenegro, que muitos acusavam de incapaz e frouxo – ainda não despediram os comentadores que tal afirmavam – de uma assentada aviou, Cavaco Silva remetendo-o para Boliqueime de onde, sejamos francos, não deveria sair, Pedro Passos Coelho cheio de vontade de ser candidato à Presidência da República – depois do actual não deve ser difícil fazer melhor – e Luís Marque Mendes que foi ao congresso do PSD para sair em ombros, mas teve que se contentar e sujeitar com umas pancadinhas nas costas de Pedro Santana Lopes.
Luís Montenegro, para além de ser o que já era, aprendeu mais em 6 meses do que muitos políticos numa vida inteira – e há-os por aí aos montes!
Conduziu o PSD a um governo que, pese embora os disparates diários de alguns ministros, consegue “passar entre os pingos da chuva” porque ainda está em estado de graça! Veremos, após a aprovação do OGE como se vai aguentar em 2025, ano de eleições autárquicas que quer tanto deseja vencer.
Pedro Nuno Santos atingiu com mérito a liderança do PS saído de uma maioria absoluta e com uma mais ou menos vigorosa oposição interna.
No congresso em que foi eleito, cometeu o erro de fazer uma unidade interna na base do “tudo a monte” para a Comissão Nacional, esquecendo que cada um dos militantes fez a sua escolha pelo voto, estava presente, e que merecia que a unidade se fizesse depois de uma votação a 2 ou 3 listas. Tal não aconteceu. É da vida!
Começou um percurso de liderança democrática, mas firme, em que deverá ter a coragem de afirmar uma linha de orientação, ouvindo todos por igual para depois decidir, liderando o PS para ser de novo governo.
A alternância de poder é uma determinante da democracia!
Se os socialistas, mais do que discutir, conseguirem conversar entre si e com a sociedade, poderão almejar encontrar uma estratégia de vitória nas eleições autárquicas que vão ser a sua prova de fogo.
Vão estar tentados em fazer coligações com partidos, ditos, à sua esquerda para tentar ganhar algumas autarquias. Um erro a não cometer. Nunca uma vitória a qualquer preço!
Não tendo dúvidas que o OGE irá ser aprovado na especialidade, o final de 2024 vai ser animado…e 2025 animadíssimo!
Cá estaremos até 28 de Setembro se Deus nos der vida e saúde e os intermediários não nos aborrecerem!

Também é sintomático que não seja
referido o nome do motorista ( chama-se Tiago), ao contrário do “Senhor Odair”. No fundo, na linha do pensamento do m. amigo Santarino, a morte do motorista, para os manifestantes, é um dano colateral.
O meu amigo Santarino deve ter usado da ironia quando se refere ao “Senhor Odair” e omite o nome do motorista queimado (Tiago): é que, de facto, é preciso pesquisar muito para o encontrar. Para muitos dos manifestantes e alguns repórteres, tratou-se, apenas, de um dano colateral…