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Opinião: Sobre os indecisos e o voto útil

04 de março às 09h14
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Há neste momento, segundo as sondagens, cerca de 20% de eleitores indecisos. Aproximadamente um milhão de portugueses. É um número elevadíssimo e que deixa em aberto o resultado eleitoral final. Este facto realça ainda mais o sentido do voto útil. Em princípio, este tipo de eleitores não dispersa o voto e abraçará o que julgará ser a causa vencedora ou a mais mobilizadora.
Acresce, que recentemente foram publicados estudos sobre o perfil destes eleitores ainda indecisos: na sua maioria são jovens, mulheres e pouco politizados. Tirada a radiografia importa agora desenhar a melhor estratégia e apresentar soluções concretas.
Alguns exemplos, muito concretos e interessantes, de propostas para os mais jovens constam do Programa do Partido Socialista: alargar o “IRS Jovem” a todos os jovens, independentemente do nível de escolaridade atingido; o Estado presta uma garantia pública ao financiamento bancário nos créditos para aquisição de casa própria de pessoas até aos 40 anos; Criar o Programa Agentes da Mudança, com vista a apoiar a contratação de jovens qualificados por parte das empresas focados nas transições energética e digital; aumentar os programas de qualificação digital dos mais novos e estimular as respetivas competencias digitais como forma de aumentar a sua empregabilidade, entre muitas outras.
O mesmo se diga das propostas do PS para as mulheres: prosseguir a plena aplicação da lei de promoção da igualdade salarial nas empresas; o alargamento da representação igualitária de género nos conselhos de administração para além das empresas cotadas em bolsa e prevendo mínimos de presença de mulheres em lugares executivos dos conselhos de administração; as entidades empregadoras onde se comprove que praticam diferenças remuneratórias entre mulheres e homens injustificadas por fatores objetivos, podem ser impedidas de aceder à contratação pública, bem como a fundos nacionais e europeus; a obrigatoriedade de adoção de Planos para a Igualdade pelas entidades do setor público empresarial, empresas cotadas em bolsa e entidades empregadoras com 100 ou mais trabalhadores; reforço da prevenção e combate a todas as formas de violência contra as mulheres, violência doméstica e de género, entre outras.
Falta, pois, uma semana! Impõe-se uma comunicação clara e objetiva. E não basta falar para os jovens e para as mulheres, mas dar-lhes voz!

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