Opinião: Rua sem crime
Ninguém de bom senso pensa que Portugal não precisa de cidadãos para trabalhar no nosso país. Sabemos também que estão sediados por todo o país a vender a sua força de trabalho, muitas vezes explorados até ao tutano e, outras ainda, não se sabendo ainda por quem!
Umas vezes é o ACT que tem de actuar para colocar na ordem os empresários corruptos, outras deverá se a Polícia Judiciária a investigar e tentar perceber se “haverá” algum tipo de crime associado.
Como já todos vimos de tudo, o mais certo é ambas estarem correctas!
Cá para mim, o que se passou no Martim Moniz era evitável na dimensão. No entanto, o aproveitamento mais ou menos político, mais demagógico até, por alguma dita esquerda foi completamente desajustado.
Por isso, ou também por isso, André Ventura marcou pontos, mais uma vez, por manifesta inabilidade política dessa mesma alguma esquerda, trazendo-o a si próprio e ao “Chega” para a ribalta da notícia.
Bastou ripostar a um cidadão, confesso que não recordo de onde é natural, que não era ele que o recebia, mas ele Ventura que o fazia porque estamos em Portugal, para reter a atenção dos portugueses.
E não perdeu tempo em dizer que a continuar assim, um dia destes somos nós que teremos de pedir licença para passar no Martim Moniz! Aliás, o que já se passa nalguns bairros de algumas cidades inglesas!
Cidadãos encostados à parede para serem revistados, não é mesmo que nazis enviar milhares de judeus, e outros, para os campos de concentração, para as câmaras de gás e também o assassinato em massa dos apaniguados do “camarada Estaline”!
É preciso colocar as coisas no seu devido lugar.
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta. Albert Einstein.
Tratar o assunto da imigração desta forma é entregar ao populismo e à extrema-direita o protagonismo das notícias.
É necessário que os partidos políticos que a espaços governam se entendam para que a democracia não esteja em causa nos próximos anos.
Quando a polícia não domina as ruas, é o crime que dominará! Não tenham a mínima dúvida disso. Principalmente quem tanto tem atacado a Polícia de Segurança Pública.
A polícia só é problemática para quem comete crimes. Para quem não os comete é completamente inócua. Por isso, é não embarcar no discurso fácil da contestação porque, um dia podem precisar da sua protecção e quem vos poderá proteger é quem comete os crimes! Tenham juízo porque já têm idade para isso!
Não é por acaso que um cidadão de Coimbra já recolheu 6.300 assinaturas para que seja reposta em Coimbra a Equipa de Intervenção Rápida da Polícia de Segurança Pública.
Se a “rua” fosse segura, se não existissem indícios que o crime mais violento poderá vir a fazer parte do nosso quotidiano, esta petição não teria razão de ser.
Para o responsável “a presença destes polícias nas ruas torna-se relevante pelo respeito que impõem desde logo e pelo carinho e preocupação que demonstram para com as pessoas”.
(https://peticaopublica. com/?pi=PT119808)
