diario as beiras
opiniaoPolítica

Opinião: Luís Montenegro igual a Pedro Passos Coelho?

29 de novembro de 2024 às 13 h05
0 comentário(s)

Para os demais cidadãos o debate sobre o OGE passou a ser uma “seca”. E como tal, desinteressante! Como diria o outro, “passa a massa” que voto em ti, mas “vai chatear outro”! A não ser que os Deputados da democracia estejam convencidos que o Povo vê os debates, e, pior, se “importe alguma coisa” com o que poderá estar em causa.

O aumento extraordinário das pensões, isso sim, já é algo interessante! Afinal, o CHEGA parece já não ter sarna…ou terá?
A grande maioria dos reformados e pensionistas recebem uma verba muito baixa, pelo que o aumento se justifica. As contas públicas não ficam afectadas com a aprovação. Os reformados e pensionistas não precisam de subsídios pontuais, mas de justiça social. Subsídios pontuais são caridade. Já vivemos, há mais de 50 anos, de “caridadezinha”!

Se o Estado pode perder anualmente uma receita de vários milhões de euros pela redução de 1% de IRC…é só fazer as contas, como dizia o outro!

E se se coloca em causa o aumento das pensões por ser despesista, a que propósito se desejava diminuir mais 1% de IRC? E já agora, para onde irá todos esse dinheiro? Para investimento nas empresas? Na melhoria das condições de vida dos trabalhadores? Em quê, seria bom que o governo explicasse porque a proposta, legitimamente, é do próprio!
Não se percebe a posição do governo em insistir tanto contra a proposta do aumento das pensões.
Será que Luis Montenegro quer seguir as pisadas de Pedro Passos Coelho, que perdeu no tempo da troika uma enorme quantidade de eleitores/votantes?

Depois da oposição ao aumento extraordinária de pensões mais baixas, que são vários milhões de beneficiários, será que o governo do PSD/CDS não vai começar a descer nas sondagens?
Mas, lá no fundo, Luis Montenegro e Pedro Nuno Santos devem estar fartinhos da discussão do Orçamento Geral do Estado.

Querem e desejam que “acabe e depressa”, para se poderem dedicar às eleições autárquicas que, a quem correr mal, pode deixar um “amargo de boca” com consequências imprevisíveis!

É bom lembrar que em 2025, o OGE é discutido 2 meses depois de se saberem os resultados eleitorais autárquicos. E nessa altura, embora a Assembleia da República mantenha inalterável o número de Deputados, a visão dos portugueses sobre o futuro do país poderá ser diferente!

Por outro lado, nem um jornalista ou um comentador, pense como pensar, concordou ou apoiou a pretensa conferência de imprensa sobre segurança do país, ainda por cima num horário cujo histórico é para comunicar algo grave para o país!
Além deste “tiro no pé” também foi decidido o aumento da idade da reforma.
São muitas más decisões em apenas 2 dias!

Autoria de:

Luís Santarino

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Últimas

opiniao

Política