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Opinião: Escolas sem telemóveis

10 de outubro de 2024 às 10 h49
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Acabaram-se os smartphones nas escolas de Bruxelas e da parte francófona da Bélgica. A medida foi oficialmente aprovada (em tempo recorde) na semana passada e vai ser implementada a partir do próximo ano lectivo. Os alunos podem possuir tais equipamentos, desde que estejam desligados e guardados, a partir do momento em que entram no estabelecimento escolar.

O uso recreativo de telemóveis e outros equipamentos electrónicos vai ser interdito em todos os graus de ensino até ao secundário. O objectivo é melhorar a qualidade da aprendizagem e os níveis de concentração dos estudantes, para além de promover um ambiente escolar mais são. A Federação Valónia – Bruxelas dá desta forma seguimento às recentes recomendações da Organização Mundial de Saúde e da UNESCO. Para o Ministro da Saúde desta região, a hiperconectividade dos alunos é actualmente um dos maiores desafios de saúde pública.

A utilização destes equipamentos continua no entanto salvaguardada para alunos com necessidades especiais e para fins pedagógicos. Em termos práticos, cabe às instituições de ensino determinar os aspectos práticos desta interdição, assim como as eventuais sanções, estabelecendo-as por meio de regulamento.

São já alguns os países que implementaram medidas semelhantes nas suas escolas: França, Finlândia, Itália e Países Baixos. Em Portugal, o Governo recomendou em Setembro a proibição do uso e entrada de telemóveis em escolas do 1.º e 2.º ciclo – até agora apenas 2% dos agrupamentos de escolas proibiram a utilização de smartphones.

Espera-se, entre outros, a redução do sedentarismo e das perturbações de sono, prevenção do “cyberbullying” e maior equidade. Veremos se as gerações vindouras vão ainda valorizar verdadeiras interacções físicas e uma vida social “no mundo real”.

Autoria de:

Catarina Moleiro

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