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Opinião: Coimbra poderá ser o que quiser

12 de dezembro de 2025 às 11 h54
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A minha manifestação de interesse; o pacote laboral proposto pelo governo não faz nenhum sentido. Um perfeito disparate!
Por estes dias estive fora do país, mas na Europa, mais propriamente em França, onde, curioso, fui ver e apreciar o que alguns denominam como “Mercadinhos de Natal”!
Confesso que a determinada altura decidi fechar os olhos e imaginar como seria a minha cidade, Coimbra, se um dia alguém se dispusesse a organizar algo semelhante.
Natal tem um significado profundo na nossa cultura. Coimbra é uma cidade que tem numerosas igrejas, algumas delas em péssimo estado de conservação.
Desde a Igreja de Santa Justa até S. Bartolomeu, subindo à Sé Velha e passando o Rio Mondego em direcção a Santa Clara a Velha, seria a organização de algo grandioso. Não nos podemos esquecer de tantos outros locais de culto que, embora fora da mais central zona da cidade não poderiam ser esquecidas.
Aliás, um “Mercadinho de Natal” não se esgota numa cidade, mas pode-se desenvolver por aldeias próximas, desde que a sua história assim o justifique. Assim as pessoas o desejem!
É uma organização que não nasce “do pé para a mão”! Teria de ser algo projectado agora para um futuro próximo, porque as coisas têm de nascer, viver e desenvolver-se! Só para quem tem vontade e não se apressa a estar sempre na má língua e a ”meter areia na engrenagem”, o que em Coimbra é “useiro e vezeiro”, porque para alguns o aprofundamento “do estudo da inveja” faz parte do seu dia a dia!
Mas de olhos fechados, dizia eu, imaginava uma cidade vibrante com gente a chegar e a partir, cansados, mas com um sorriso nos lábios. Porque Coimbra tem “um não sei quê de mágico”, tanto para os que cá nasceram assim como para os que, embora vindos de outras partes do país ou do mundo, a assumem também como sua vivendo-a e respeitando-a!
Não. Não lhe chamaria a “Capital dos Mercadinhos de Natal”, porque já tem tantos cognomes e epítetos que chegue e seria uma estultícia encontrar mais algum!
Coimbra tem uma situação estratégica fantástica, agregadora de muitas vontades, com um futuro brilhante no que às acessibilidades e transportes diz respeito. Recordo que o Estádio Cidade de Coimbra foi construído, porque a 2 horas de caminho residem muitas centenas de milhar de cidadãos.
E é sempre profundamente lamentável, quando querem reduzir Coimbra à ínfima espécie – insignificante ou desprezível – diminuindo a sua importância em vários domínios comparando-a com outras cidades portugueses, o que seria e será uma impossibilidade dada a sua especificidade!
E de olhos fechados, imaginava essa cidade, viva e determinada, a ser a outra. Sendo uma cidade de jovens, tem de ser alegre, determinada, solidária, empenhada a ser “mais coisas” do que já é.
E vi a alegria que se manifestava de várias formas entre pessoas de todas as idades. Desde o bebé que chora, do que faz birra, do que foge da mão do Pai para ver uma montra mais alegre, até ao velho amparado numa bengala ou no braço da filha, que ri e que se alegra por ter a felicidade de ter mais um ano de vida com os seus, mais seus, por perto!
São os cheiros, ora a comida, ora a vários tipos de sabonetes que se vendem como cogumelos. Há castanhas assadas, sim, mas nada que se compare, como diz José Oliveira, às que a “velhota simpática” e Amiga vende na Praça 8 de Maio.
Chegado há poucos dias, registo a decisão da Senhora Presidente da Câmara Municipal de Coimbra de responsabilizar os proprietários de prédios devolutos. O que deveria ter sido feita há muitos anos. Ou o prédio que caíu ao lado do Restaurante Aeminium não teve nenhum significado?
Coimbra tem de ser melhor!

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