O vento que não vergou a terra
DB/Ana Catarina Ferreira
O vento chegou sem aviso. Primeiro, um sopro discreto; depois, um rugido que cresceu até se transformar em estrondo. Em Degracias, freguesia de Soure, a depressão Kristin escreveu o seu nome na história meteorológica com uma rajada de 208,8 km/h — o recorde registado pelo IPMA no parque eólico, na quarta-feira passada.
Veio por cima da casa. Parecia uma bomba a rebentar”, recorda Mário Nogueira Mendes, morador, ainda impressionado com a madrugada que o acordou “pelas 05H15”. Lá fora, o pandemónio: o carvalho centenário tombado sobre o barracão, a chaminé partida ao meio, ramos espalhados, o ruído de algo que se desfaz depressa – como se o ar tivesse ganhado peso.
“Graças a Deus ninguém se aleijou”, diz, aliviado. Agora, resta limpar – e esperar que a eletricidade regresse antes da noite.
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