CGTP apela para adesão à greve geral de 03 de junho contra pacote laboral
Fotografia: DR
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, apelou hoje a todos os trabalhadores para aderirem à greve geral de 03 de junho para mostrarem “a indignação” e “a exigência” da derrota do pacote laboral.
“Vamos afirmar a nossa indignação e protesto, a exigência de uma vida melhor, da derrota do pacote laboral, vamos afirmar a poderosa força dos trabalhadores. Todos juntos vamos realizar uma grande greve geral no próximo dia 03 de junho”, disse Tiago Oliveira no comício final da manifestação que assinalou as comemorações do Dia do Trabalhador da CGTP, em Lisboa.
O secretário-geral da CGTP apelou a todos os trabalhadores “para a luta” e para a “convergência de todas as estruturas” sindicais, sublinhando a rejeição ao pacote laboral e acrescentando que aquilo que o Governo “está a fazer é um dos maiores ataques de sempre”. Representa “um autêntico retrocesso para quem trabalha”, insistiu.
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Milhares de pessoas assinalam hoje o Dia do Trabalhador em Lisboa num desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, uma manifestação marcada pelo anúncio da greve geral para 03 de junho contra o pacote laboral.
“São nove meses em que o Governo se recusou e fugiu à discussão com a CGTP porque denunciamos desde o primeiro momento o conteúdo deste pacote laboral e o que significa para a vida de quem trabalha”, disse o mesmo responsável, sustentando que o executivo continua “a insistir com tudo o que de mais grave tem o pacote laboral”.
No final da manifestação, que durou cerca de duas horas, Tiago Oliveira exigiu também uma subida dos salários de 15%, num valor não inferior a 150 euros, perante o aumento do custo de vida.
“Nos locais de trabalho e empresas cujos aumentos salariais verificados foram insuficientes e não responderam às necessidades e reivindicações dos trabalhadores, exigimos aumentos intercalares para fazer face ao brutal aumento do custo de vida”, frisou.
No discurso, o secretário-geral da CGTP defendeu igualmente “o fim de todos mecanismos de desregulação do horário de trabalho, bancos de horas e adaptabilidades” e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores.
Tiago Oliveira disse ainda que “o problema, “ao contrário do que alguns querem fazer crer, não está no conteúdo da Constituição, mas sim no seu incumprimento”.
Ao som de bombos, o desfile do 1.º de Maio promovido pela CGTP percorreu a Avenida Almirante Reis e a presença mais visível foi a de sindicatos representantes de vários setores como professores, polícias e transportes, além de os dirigentes da central sindical terem recebido cumprimentos dos secretários-gerais do PS, José Luís Carneiro, e do PCP, Paulo Raimundo, do coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, e da líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes.
Em passo lento, sindicalistas, trabalhadores, jovens e reformados participaram durante a tarde na manifestação empunhando tarjas, bandeiras e cartazes e gritaram a uma só voz palavras de ordem como: “Não vamos desistir, o pacote é para cair”, “Só interessa ao capital, o pacote laboral”, “O pacote laboral é retrocesso social” e “O povo está na rua, a luta continua”.
