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Imagine-se!

13 de junho de 2025 às 09 h49
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Consultor Formador

Penso que devo deixar algumas recomendações a quem for eleito em outubro nas eleições autárquicas.
Muitos têm a tentação de encher páginas e mais páginas de publicidade enganosa – promessas eleitorais – digo eu, sabendo desde logo que há coisas que não são para cumprir no imediato, mas que poderão animar o cidadão comum para o voto fácil.
Com a falta da regionalização – lembro que 70% dos cidadãos a querem – apenas com transferência de competências, as mais das vezes sem a respectiva contribuição financeira do Estado, que só por acaso somos todos nós, a generalidade das Câmaras Municipais, têm uma grande dificuldade de a todos chegar com eficiência e eficácia.
Num momento muito sensível com que se confronta a Europa e o Mundo, com grande parte dos recursos financeiros do Estado a ser canalizados para a defesa – absolutamente necessária para a nossa sobrevivência e bem-estar comum – todos vamos ser confrontados com dificuldades a que deveremos dar resposta assertiva.
Fazer uma rigorosa gestão dos meios disponíveis será uma exigência nacional e local. Malbaratar recursos é meio caminho para a falência de processos.
A desburocratização é determinante para a poupança financeira e de recursos, o que invariavelmente vai beneficiar os cidadãos.
Demorar um ror de tempo entre um pedido e uma resposta, porque existem capelas que fazem valer o” seu pequeno poder” na administração pública, já não é admissível.
Não se trata de despedir. Trata-se tão só de reorganizar e disciplinar. Eu sei que custa, que muita gente protesta, mas, no fim, quando perceberem que o bem público foi defendido ficarão satisfeitos e ainda mais motivados para o trabalho.
Mas também o cidadão que paga os seus impostos deverá ser exigente, mas não poderá “querer ser mais papista que o Papa” pedindo o humanamente impossível.
Os programas autárquicos deverão também comtemplar uma nova forma de organização.
Ao Estádio Cidade de Coimbra deverá “ser dada uma outra oportunidade”, pois que lhe é exigida uma quase completa, ou mesmo completa reformulação, porque já fica aquém do potencial que tem.
Muitos pouco saberão que a estrutura logística do Estádio Cidade de Coimbra não seria propriamente a que está instalada. Sedes de associações desportivas, centro de estágio com salas de reuniões, auditório, refeitórios, camaratas, etc era o que estava previsto. Mas como tudo na vida, nada é como começa, mas como acaba!
Passado quase um quarto de século, será útil e recomendável que se “ponha pés ao caminho” e que se faça uma remodelação profunda daquele espaço.
Os entendidos na matéria sabem – quem não souber passa a saber – que a drenagem do relvado é das melhores, senão a melhor do país. Por isso, na construção do estádio ninguém tocou no campo de jogo! Já agora e a “talhe de foice”, foram qualificados jardineiros – que qualidade – que elaboraram a drenagem.
Claro que para a profunda requalificação do espaço, a pista de atletismo – não me matem os meus Amigos – deverá passar por protocolo e financiamento comum para o Estádio Universitário, mas aberta a todos os clubes que se dedicam a essa nobre modalidade.
Sei que parece uma contradição, mas “entre a despesa e o proveito” de um investimento no Estádio Cidade de Coimbra, o saldo será uma enorme mais valia para Coimbra.
Uma obra desta monta não ficará pronta num mandato autárquico, longe disso, mas governar é prever e prover…e o financiamento deverá ser diverso!
Façam o seguinte exercício: cada um que feche os olhos, imagine que é o arquitecto, e reveja-se na sua obra! Fica uma maravilha não fica? E com a alegria de ter sido projectada por si!
Vale a pena imaginarmo-nos. Imagine-se! E veja que obra sumptuosa e funcional que fez!

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