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Empresários de Coimbra querem que ligação da A13 ao IP3 seja prioridade

12 de fevereiro de 2026 às 18 h48
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O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) pediu hoje ao Governo que a ligação da autoestrada A13 ao Itinerário Principal (IP) 3 seja assumida como uma prioridade estratégica nacional.

Em comunicado, o CERC manifestou uma “profunda preocupação” relativamente à rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, no concelho de Coimbra, que teve como consequência o abatimento da A1 ao quilómetro 191.

Estes acontecimentos “vieram expor fragilidades estruturais com impacto direto na mobilidade, no transporte de mercadorias e no normal funcionamento da atividade económica”, alertou.

Segundo o CERC, ficou demonstrado que a região “não pode continuar dependente de uma única grande via estruturante” e, portanto, a ligação entre a A13 e o IP3 (Coimbra Norte – Souselas) deve ser uma prioridade.

“Esta obra, já anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, não pode ser adiada nem ficar condicionada a calendários longínquos”.

Para o presidente do CERC, Hugo Serra, não bastam anúncios: “Precisamos de um calendário claro e execução no terreno”.

O responsável considerou que a região “não tem margem para esperar”, porque “sempre que ocorre um evento extremo a economia fica bloqueada”.

“Esta ligação não é um luxo, é uma necessidade estratégica”, defendeu.

O CERC sublinhou que a ligação exigida “reforça a redundância e resiliência da rede rodoviária nacional, cria uma alternativa eficaz à A1, reduz o risco de bloqueios prolongados em situação de emergência e fortalece a competitividade logística das empresas da região”.

Os representantes do tecido empresarial da região de Coimbra saudaram o anúncio do lançamento do concurso para a Barragem de Girabolhos, que consideram um “projeto estruturante para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos”.

“A articulação entre uma estratégia robusta de gestão hídrica e o reforço das infraestruturas rodoviárias é fundamental para garantir segurança, competitividade e coesão territorial”.

Autoria de:

Agência Lusa

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