Académica: “Espero que quem venha saiba cumprir as obrigações”
DB/Foto de Pedro Ramos
O que correu mal com a sua direção?
A partir de determinada altura, tivemos opiniões divergentes sobre como atuar, no que respeita ao processo eleitoral. Os meus colegas defendiam a antecipação das eleições e eu não concordei, porque entendo que os estatutos são para cumprir.
A ideia é que as divergências já vinham de antes…
Já tinha havido problemas, há dois anos, quando foi da escolha do David Caiado e do Tiago Moutinho. Os meus colegas de direção não o queriam, mas fiz valer o poder decisão do presidente da direção. De resto, a escolha do David vinha já da época anterior, quando o Zé Nando assumiu a equipa e em que fui eu o diretor desportivo e falei várias vezes com ele, como capitão de equipa. Mais tarde, o Tiago Moutinho entrou em sintonia comigo em relação ao diretor desportivo e a escolha recaiu nele.
Nos treinadores, você toma posse praticamente a perder…
Sim, é público que eu – que assumi desde o início o pelouro do futebol – tinha tudo acertado com o Tozé Marreco, mas, a 15 minutos da minha tomada de posse, ele telefonou-me a dizer que ia para o Tondela. A verdade é que a escolha era tão boa que ele está, hoje, a fazer um grande trabalho na 1.ª Divisão. Aliás, aproveito para lhe deixar aqui um abraço, com desejos da melhor sorte para si e para o Farense. Falei então com quatro ou cinco treinadores, mas a todos deixei claro os limites orçamentais da Académica – é de resto um ponto de honra meu, desde o início, o de em nada contribuir para o agravamento da dívida da Académica. Um dos contactados foi o Vasco Botelho da Costa, que até tinha interesse, mas, perante os valores oferecidos, declinou logo. Surgiu então o Miguel Valença e foi com ele, com o Zé Nando, comigo e com um amigo, formámos um plantel, que se calhar até nem era tão mau como isso, já que, no final da época, a equipa titular apenas incorporou dois ou três atletas dos contratados em janeiro. É certo que, infelizmente, o trabalho não correu assim tão bem ao Miguel Valença, mas isso é futebol. A opção foi por ficarmos com o Zé Nando e, também aí, o trabalho foi positivo – cheguei a pensar que não desceríamos e defendi a sua continuidade, mas a maioria da direção foi contra e ele acabou por sair.
Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do dia 15/05/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

