Deve voltar a ser criada uma entidade municipal de turismo?
Estou velho. Irremediavelmente velho. Mas lúcido e com boa memória. Se não, vejamos:
A Comissão Municipal de Turismo da Fig. Foz, sendo eu chefe de serviços, nos idos dos anos 70, tinha personalidades como Isaías Cardoso, Abílio Bastos, Marques Viana, etc., todos colaborando pro bono.
Comigo trabalhavam dedicados colaboradores como João Oliveira (John Bifes), umas poucas funcionárias permanentes (reforçadas no verão por um conjunto de jovens estudantes) e o sr. Baptista, verdadeiro motor do turismo local.
Certo é que a Figueira da Foz sempre motivou uma certa dose de ciúmes e inveja de cidades limítrofes. Não foi por acaso que as pressões para mudar a Zona de Jogo para Leiria ou Coimbra aconteceram. Como não foi por acaso que a sede da Região de Turismo Centro, de que fui o primeiro presidente, com rotatividade prevista entre a Fig. Foz e Coimbra, desapareceu para parte incerta. Como ainda não foi por acaso que, tendo a Sociedade Figueira da Praia adquirido o Hotel Internacional para a Escola Hoteleira, esta foi, por artes mágicas, parar a Coimbra, restando-nos uma Escola Profissional.
Criar uma empresa como já existiu não nos parece a melhor solução. Mas criar um concelho municipal de turismo, agregando personalidades do sector que, inteiramente pro bono, aconselhe estrategicamente a Câmara Municipal no desenvolvimento do turismo local pode ser um desafio.
E para começar, talvez a edição de um novo livro de Gastronomia Figueirense fosse um bom exemplo do que pode ser a colaboração da sociedade civil com a câmara municipal.