Justifica-se o Parque Urbano havendo a extensão das Abadias?
A questão parece esconder uma outra: não é demais outro parque verde na cidade? Julgo que se justifica um parque urbano, um novo espaço verde, com condições que potencie o convívio e a interação, que permita a participação dos utilizadores em atividades lúdicas e de lazer.
Não é possível ter cidades inteligentes, sustentáveis sem serem verdes, porque o objetivo, para lá da função do desfrute e de ponto de encontro social, há que considerar a questão da qualidade do ar, da redução das ilhas de calor urbano e da gestão da água, bem como o favorecimento da biodiversidade.
Portanto, os parques verdes são um primado para o planeamento urbano e, à semelhança do que é prática nas cidades europeias, de várias dimensões, a construção e reabilitação deste tipo de espaços, onde há uma combinação entre os equipamentos essenciais das cidades com a natureza, torna-se imprescindível.
Mais ainda: em muitos dos centros urbanos europeus, estas instalações favorecem o aparecimento de novas centralidades de atividade social, têm virtualidades em termos de saúde pública e de resiliência climática.
Neste contexto, é incontornável que o planeamento urbano tenha como referência a valorização destes espaços, aliás como é indicado pelo conceito da “cidade de 15 minutos”, onde os munícipes suprem as suas necessidades numa distância máxima de 15 minutos a partir da sua habitação.
Mais um parque verde, projetado com as necessárias valências, valorizará a cidade e qualifica-a no âmbito do conceito de uma smart city. No final, promove o bem-estar dos cidadãos.


