Região de Coimbra teve 142 milhões de prejuízos em equipamentos
Um “legado” de 142 milhões de euros em danos em equipamentos municipais nos 19 concelhos que estão integrados na Região Metropolitana de Coimbra-Comunidade Intermunicipal (RM Coimbra-CIM). Este é, anunciou ontem a RM Coimbra-CIM, o balanço das consequências da passagem do comboio de tempestades na região.
Os danos dizem apenas respeito aos “ativos na esfera municipal”, afetados pelo comboio de tempestades que assolou o país no início deste ano, afirmou o secretário executivo da RM Coimbra-CIM, Jorge Brito, que revelou o valor durante o conselho intermunicipal, que decorreu ontem em Tábua.
Questionado pela agência Lusa no final da reunião, Jorge Brito referiu que Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Penela foram os municípios mais impactados dentro da região – os três primeiros com danos muito relacionados com as cheias. Durante o conselho intermunicipal, o secretário executivo deu nota de que já foram desobstruídos 372 quilómetros da rede viária florestal da Região de Coimbra, com 20 equipas de sapadores a trabalhar no terreno.
Na reunião foram também abordados os problemas que os municípios têm sentido sobretudo nas estradas municipais e nacionais que sofreram derrocadas e deslizamentos.
Redes viárias
Na proposta que a RM Coimbra-CIM apresentou, no âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), a questão das redes viárias também estará muito presente, disse à agência Lusa a presidente da comunidade intermunicipal, Helena Teodósio. “No município de Leiria, os problemas têm na habitação e nas empresas uma carga muito pesada, mas nós aqui temos problemas nas acessibilidades em que tem de haver da parte do Governo algum tipo de medidas”, defendeu. A proposta da RM Coimbra-CIM para o PTRR apresenta um plano de investimentos de 614 milhões de euros, que procura não apenas recuperar dos impactos provocados pelas tempestades, mas também “projetar a região para o futuro”, salientou Helena Teodósio.
Entre as medidas propostas, está um plano para a bacia do rio Mondego, com um novo modelo de gestão, que permita “não apenas minimizar situações futuras, mas assumir um trabalho de prevenção”. Helena Teodósio assumiu também que é proposta uma “intervenção profunda no porto da Figueira da Foz”.

