Região Metropolitana de Coimbra

Região de Coimbra teve 142 milhões de prejuízos em equipamentos

20 de março de 2026 às 10 h15
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Um “legado” de 142 milhões de euros em danos em equipamentos municipais nos 19 concelhos que estão integrados na Região Metropolitana de Coimbra-Comunidade Intermunicipal (RM Coimbra-CIM). Este é, anunciou ontem a RM Coimbra-CIM, o balanço das consequências da passagem do comboio de tempestades na região.
Os danos dizem apenas respeito aos “ativos na esfera municipal”, afetados pelo comboio de tempestades que assolou o país no início deste ano, afirmou o secretário executivo da RM Coimbra-CIM, Jorge Brito, que revelou o valor durante o conselho intermunicipal, que decorreu ontem em Tábua.
Questionado pela agência Lusa no final da reunião, Jorge Brito referiu que Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Penela foram os municípios mais impactados dentro da região – os três primeiros com danos muito relacionados com as cheias. Durante o conselho intermunicipal, o secretário executivo deu nota de que já foram desobstruídos 372 quilómetros da rede viária florestal da Região de Coimbra, com 20 equipas de sapadores a trabalhar no terreno.
Na reunião foram também abordados os problemas que os municípios têm sentido sobretudo nas estradas municipais e nacionais que sofreram derrocadas e deslizamentos.

Redes viárias
Na proposta que a RM Coimbra-CIM apresentou, no âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), a questão das redes viárias também estará muito presente, disse à agência Lusa a presidente da comunidade intermunicipal, Helena Teodósio. “No município de Leiria, os problemas têm na habitação e nas empresas uma carga muito pesada, mas nós aqui temos problemas nas acessibilidades em que tem de haver da parte do Governo algum tipo de medidas”, defendeu. A proposta da RM Coimbra-CIM para o PTRR apresenta um plano de investimentos de 614 milhões de euros, que procura não apenas recuperar dos impactos provocados pelas tempestades, mas também “projetar a região para o futuro”, salientou Helena Teodósio.
Entre as medidas propostas, está um plano para a bacia do rio Mondego, com um novo modelo de gestão, que permita “não apenas minimizar situações futuras, mas assumir um trabalho de prevenção”. Helena Teodósio assumiu também que é proposta uma “intervenção profunda no porto da Figueira da Foz”.

Texto de:Agência Lusa

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