Que solução propõe para a barra?
Ora bem, isto é que interessa! Em vez de se discutir se é gente de Aveiro ou da Figueira que governa o porto, o que é preciso é que o porto da Figueira da Foz continue a ter o movimento de cargas e descargas que tinha até há pouco tempo.
Para isso tem de ter uma gestão capaz e uma sociedade crítica que acompanhe a situação, porque o porto faz parte da cidade, do concelho e da região e é demasiado importante para estar só entregue à administração do porto.
Quando digo sociedade crítica, refiro também aos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, à Comunidade Portuária (que não se alheou do assunto) à Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, às principais indústrias que se servem do porto e a todos aqueles que se interessam pelos destinos do concelho.
De imediato proponho como preparatória da solução final uma reunião do Executivo Municipal para abordagem exclusiva deste tema e logo de seguida uma reunião do mesmo género da Assembleia Municipal. Depois compete à autarquia, através do seu Presidente interceder politicamente junto do poder central para agir em conformidade.
No momento em que escrevo já foram retomadas as dragagens da barra e do canal de acesso e já atracaram ao cais alguns navios, embora de pequeno calado, não superior a 6,5 metros.
A questão, como tem dito quem sabe, são as dragagens. O porto da Figueira da Foz, dada a sua morfologia e vicissitudes, exige que haja dragagens permanentes. Sem elas não se consegue recuperar as condições de acesso e a credibilidade do porto.
