Parques de biomassa e contentores florestais querem ser a primeira alternativa para valorizar sobrantes
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“Acho que outras regiões têm de colocar aqui os olhos para que projetos como este sejam replicados”. As palavras do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, proferidas a 14 de outubro, durante a cerimónia de apresentação da Rede Intermunicipal de Contentores Florestais da Região de Coimbra em Mortágua, evidenciam a importância do novo projeto criado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM Região de Coimbra). Esta rede já tem instalados 13 contentores de recolha de sobrantes e prevê, até junho de 2025, construir 10 parques de biomassa.
A criação de um método alternativo à queima de sobrantes e a valorização desses sobrantes através de uma economia circular estão na base do projeto promovido pela CIM Região de Coimbra, em parceria com entidades como a Altri ou o CoLAB ForestWISE. A rede de contentores e parques de biomassa vai “contribuir para a redução do número de ignições”, assumiu, durante a cerimónia que decorreu no Salão Nobre da Câmara de Mortágua, o presidente da CIM Região de Coimbra, Emílio Torrão. Ao mesmo tempo, a rede vai proporcionar “aos cidadãos uma forma simples para reencaminharem estes materiais”, considerou.
Neste momento, 13 concelhos (ver quadro em cima), dos 19 que integram a área territorial abrangida pela CIM Região de Coimbra, contam com um contentor cada para sobrantes, florestais e agrícolas. A ideia passa por expandir o número de municípios abrangidos e colocar, pelo menos, um contentor em cada concelho.
“O objetivo é, até ao final do próximo ano, todos os 19 concelhos terem um contentor” para receber os sobrantes agrícolas, assegurou, também na cerimónia em Mortágua, o secretário executivo da CIM Região de Coimbra, Jorge Brito, que frisou que através desta rede “estão a ser promovidas boas práticas em espaços rurais e a ser valorizada a biomassa lenhosa”.
Agenda transForm
Durante a apresentação, que oficializou a assinatura do protocolo entre a CIM Região de Coimbra e a empresa Altri, foi revelado que esta nova rede nasce através da Agenda transForm – no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo Jorge Brito, a Agenda transForm envolve “56 entidades parceiras” e tem uma dotação financeira de 129,259 milhões de euros” para desencadear uma transformação estrutural do setor florestal português, intervindo de forma concertada em toda a cadeia de valor.

Mapa com localização dos contentores (esqureda) e mapa com locacalização dos parques de biomassa (direita)
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