Opinião: O que lá vai… lá vai!
Não percebi e continuo sem perceber, qual o problema de alguém nomear alguém, ou da sua confiança ou por oportunidade, para desenvolver um determinado mandato, a prazo ou não, quando tem a responsabilidade de liderar o que quer que seja.
Nunca percebi, porque é que um eleito não pode querer gerir a “coisa pública” de acordo com a sua consciência, sendo que, a prazo, será julgado pela “massa crítica do eleitorado!
Não tenho que perceber, mas tão só avaliar. Melhor, ir avaliando processos e procedimentos, medidas avulsas ou estruturais, desde que se alavanque numa política responsável, no mínimo…para atingir objectivos públicos de “bom e belo efeito”.
Não quero saber, nem nunca quis avaliar as qualidades ou as qualificações dos “nomeados”, porque, de outro modo, eu seria levado a avaliar negativamente muitos presidentes eleitos de qualquer coisa, muitos deputados, alguns deles, ou mesmo muitos, completos analfabetos funcionais – veja-se a vergonha que se passa na Casa da Democracia sempre que há um qualquer debate, por mais “piqueno” que seja, tornando-se amiúde uma casa mal frequentada – porque se assim fosse, não fazia mais nada na vida!
Todos sabemos, também, que não há poderes absolutos e que, por esse efeito, toda a sua actividade será seriamente escrutinada.
“Não fosse a internet um local onde pulula malta capacitada e qualificada, eu teria alguma desconfiança…mas sendo!”
Outra coisa, muito diferente, é a passividade de uma organização responsável, diria mesmo, eticamente responsável, não assumindo cada um a sua e suas próprias fragilidades políticas.
Esta sim, é a minha mais do que legítima preocupação, porquanto a grande maioria das organizações que “perseguem o bem público”, é constituída por pessoas de bem, que têm o mau hábito de confiar na palavra e no acto do eleito!
Ora, um líder não pode olhar para o seu umbigo e dos seus mais próximos, e “achar”, que não pensar, que está tudo bem e que não existirão consequências.
Todos os actos têm consequências que se poderão e irão reflectir no bem comum dessa própria organização.
Se a política “fosse servida” por quem tem um modo de vida, dirão alguns, emprego, estaríamos todos descansados. Mas a política está servida por quem, na sua maioria, depende a sua sobrevivência.
A coerência, a seriedade intelectual, já foi “chão que deu uvas”!
Agora, quem quiser “andar nestas vidas”, ou se adapta aos tempos modernos, ou refugia-se noutras!
A ver vamos!

Uma análise muito lúcida da situação atual. A partilha rápida de ideias, o pensamento crítico e a comunicação eficiente são hoje os pilares fundamentais para o desenvolvimento da nossa sociedade.