Opinião: O Natal de que precisamos
Ano após ano, temos o sentimento de que o Mundo caminha para um abismo. A história mostra-nos que já foi pior, mas a teimosia e a cegueira humanas fazem-nos temer pelo futuro. Afinal de contas, pouco ou nada aprendemos.
As guerras, a fome, a pobreza, a violência gratuita e generalizada, e tantos outros flagelos com que diariamente somos confrontados, são reflexo de degradação humana e de comportamentos nada dignificantes.
O Natal deve ser uma ocasião para reflexão profunda sobre a natureza humana, sobre as nossas relações com os outros, sobre os nossos valores e sobre o próprio sentido da vida. Ao longo do tempo – e nas mais diversas expressões artísticas, da literatura
à música, do cinema ao teatro – o Natal é descrito como um momento de transformação, de renascimento, mas também de consolo diante das dificuldades da existência.
Não por acaso, o Natal é uma das festas mais evocativas e celebradas ao longo da história, não só pela sua importância religiosa, mas também pela sua carga emocional e simbólica. A efeméride inspira, desde sempre, criadores e autores de diversas artes. O mundo no estado atual precisaria que alguns dos líderes globais pudessem também despertar, por estes dias, para os sentimentos de união, esperança e renovação.
O espírito natalício é sinónimo de mais humanidade e generosidade, de menos indiferença e ganância. O Natal é uma oportunidade para a introspeção individual e para uma reflexão coletiva sobre o que somos e desejamos ser como comunidade. Evidentemente, sendo o Natal um tempo de celebrações, não deve ser uma oportunidade perdida para refletir sobre o sentido da vida, da memória e da perda.
O Mundo de que precisamos é bem diferente do que temos, hoje, pelo que o Natal seja a ocasião para começar a mudança!
