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Opinião: Luso-belga

10 de abril de 2025 às 11 h11
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No mês em que comemoro 17 anos da minha chegada a Bruxelas, decidi finalmente pedir a nacionalidade Belga. Durante muitos anos nem tal ideia me passou pela cabeça, mas, mais tarde, quando comecei a considerar a hipótese, tinha um certo sentimento de estar a trair a “amada pátria lusitana”. Recentemente tenho-me mentalizado que faz muito sentido.
No entanto, não perco a minha nacionalidade portuguesa, apenas acumulo com a nacionalidade do país que me acolhe há tanto tempo. As vantagens não são imensas, mas é neste país que pago impostos, que mais contribuo para a economia, que beneficio de bens e serviços, que usufruo do sistema de saúde,… Também é aqui que obedeço às leis e sigo determinações governamentais. Logo, acho justo que vote aqui.
Na minha educação sempre me inculcaram o princípio do dever de voto e a sua importância. Por isso, sempre sentia alguma frustração por não poder contribuir para as decisões políticas deste país com o meu voto. Ao naturalizar-me belga, não só terei direito a votar em todas as eleições, como serei obrigada a fazê-lo, já que na Bélgica o voto é obrigatório.
Neste momento, os estrangeiros residentes no país podem apenas votar nas eleições locais belgas (e nas europeias, se se inscreverem). Sendo cidadã nacional, passo a ter direito a votar nas eleições provinciais e federais. Outra possível vantagem de ser belga pode reflectir-se em viagens –haverá por vezes benefícios em poder optar por uma das duas nacionalidades, para efeitos de visa.
Agora vamos ver o que se segue, em termos de procedimentos administrativos e decisões. Logo informarei!

Autoria de:

Catarina Moleiro

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