Opinião: Goleada alpina
Nas últimas semanas, a Suíça resolveu trocar a sua tradicional calma helvética pelo ruído vibrante dos estádios lotados, protagonizando uma verdadeira revolução nas bancadas e, sobretudo, nas mentalidades. O UEFA Women’s Euro 2025 rebentou todas as expectativas como se fossem bolhas de fondue ao lume.
Mais de 623 mil adeptos ocuparam as bancadas suíças, batendo recordes e calando aqueles tios de café que ainda franzem o sobrolho ao ouvir falar de futebol feminino.
Afinal, parece que pontualidade e emoção conseguem mesmo andar de mãos dadas, pelo menos na terra dos Alpes. A seleção suíça decidiu que desta vez não ia ficar só a assistir da janela ao comboio das eliminatórias passar. Entrou em campo com garra inédita e chegou a fases nunca antes pisadas. O título não veio, é certo, mas trouxeram para casa uma taça invisível e inestimável: a prova de que jogar à bola também é coisa de raparigas — uma mensagem que vale mais que muitos troféus dourados.
Como se não bastasse, Basel ainda recebeu uma visita régia que roubou flashes e hashtags às estrelas da bola. O príncipe William, com a jovem princesa Charlotte ao lado, deu à final aquele toque britânico que é sempre bem vindo.
No fim das contas, o grande golo deste Euro Feminino foi marcar um ponto contra velhos preconceitos e lembrar ao mundo que, enquanto os homens discutem transferências astronómicas e VAR polémicos, há quem jogue futebol apenas pela paixão genuína e pela glória sincera. Neste verão suíço, o futebol feminino venceu por goleada.

Depois da sua zanga com os seus compagnons de route apparatchiks, consta-se que por causa de umas malfadadas e insignificantes fichas de militante do partido (que pelos vistos, nas últimas eleições legislativas ficou mesmo todo partido), a que se dedica por estes dias, Sôdôtôr? Reformou-se?