Opinião: Futuro do Emprego
À medida que se aproxima o Fórum Económico Mundial de 2025, o mundo volta os olhos para Davos, o palco onde as elites globais debatem o futuro da humanidade. Este ano, um dos temas centrais é o futuro do emprego. O Future of Jobs Report 2025 revela números impressionantes: até 2030, 92 milhões de empregos serão extintos, enquanto 170 milhões de novos postos de trabalho serão criados, resultando num saldo líquido positivo de 78 milhões.
A IA assume um papel de destaque, liderando estas mudanças e impulsionando uma procura massiva por formação em GenAI. Quase 40% das competências atuais serão transformadas, e 63% das empresas identificam a lacuna de competências como o maior desafio para a adaptação. Apesar disso, 85% das organizações planeiam requalificar trabalhadores, 73% esperam automatizar mais processos, e 70% procuram contratar talento com novas competências. O cenário para 2035 antecipa um mercado laboral em rápida e profunda transição: adaptar-se ou ficar para trás.
Mas atenção: as profissões da próxima década não surgem à velocidade dos sonhos. Elas vêm acompanhadas da dura realidade de uma força de trabalho que, muitas vezes, não está preparada para estas mudanças. Em Davos, enquanto governos e empresas discutem como liderar esta transição, os números deixam claro que a reconversão profissional e o reskilling não são meros chavões – são uma questão de sobrevivência. Profissões ligadas à tecnologia e à sustentabilidade estão em alta, mas setores como o administrativo e a indústria enfrentam cortes severos. A conclusão? Ou nos adaptamos ou ficamos para trás.P
Por outro lado, a equidade no mercado de trabalho continua a ser um desafio. Apesar do entusiasmo em torno da diversidade, os progressos são lentos, especialmente para mulheres e populações marginalizadas. E como lidar com tudo isto num mundo onde o desemprego tecnológico já faz eco? A questão não é se o futuro do trabalho vai mudar – isso é certo –, mas como garantir que a transformação seja inclusiva e sustentável.
