Opinião: “Coisas de agora”
1 – Desligo uma a uma todas as luzes. Encontro a escuridão. Não está lá ninguém! Pois não. Ninguém vê dentro do lugar apagado. Retiro um a um os serviços de uma estrutura, uma entidade de serviços. As pessoas insistem e esperam. Vão, mas cansam de esperar. Deixam de ir. Quando iam, ninguém as recebia, ou esperavam sem saber porquê. Disse alguém que fecha por falta de uso. Claro que tinha de encerrar pois o serviço estava a ficar medíocre.
A melhor urgência de 2007 em Portugal encerrou por falta de comparência de pessoal. Não faltariam utilizadores, mas os trabalhadores foram deslocados para suprir as falhas dos outros espaços.
A realidade é uma destruição por desistência. Imaginem que não se processam mais transportes públicos. Não há ninguém nas paragens. Se reduzirem os comboios não há clientes. A urgência dos covões morreu assim.
2 – Os tarefeiros surgem para reduzir custos em saúde, na época da pré troika.
Ganham mais à hora mas não custam caixa de aposentações. Nao custam décimo terceiro mês, nem subsidio de natal. Não têm regalias. São muito mais baratos que os trabalhadores do estado.
Os tarefeiros garantem hoje dezenas de portas abertas no serviço nacional de saúde.
3- A gravidez não é doença. Parir aconteceu em ambulâncias sempre. Parir é um facto maravilhoso e a redução de maternidades vem desde Paulo Mendo. Fiz vários partos inesperados, em lugares onde não era previsível. O SNS precisa de apostas e logística e estratégia, mas sobretudo não precisa desta utilização contínua dele para ataques políticos. O PSD está a beber de um cálice que usou muito. O PS dispara as mesmas balas que lhe atiraram. Anda feliz. O vexame contra os políticos reduz a credibilidade dos partidos do centro. Quem cresce com isto é Ventura e suas frases soltas contra todos.
Pode ler a opinião de Diogo Cabrita na edição impressa e digital de hoje (08/11/2025) do DIÁRIO AS BEIRAS

