Opinião: À(s) Comunidade(s) de Computação Quântica…
A partir do dia 18 de Junho de 2025 a(s) Comunidade(s) de Computação Quântica em Portugal passaram a poder endereçar o Laboratório Virtual de Computação Quântica – QUANTUMvLAB. Instalado em Abril, esta é a terceira grande iniciativa da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) em Projetos de Computação Avançada, no seguimento do Laboratório Virtual de Computação de Alto Desempenho “HPC: HPCvLAB” e do Laboratório Virtual de Inteligência Artificial: “AivLAB”.
É um momento de rara oportunidade estratégica (mais uma !) para um aprofundamento das relações entre as Industrias de todos os setores (tradicionais e emergentes) , as Universidades/Politécnicos e as Pessoas (Talento de Alto Rendimento), numa era mundial de intensa atividade geopolítica e geoestratégica em transição digital para os cibermundos da inteligência artificial e da computação quântica.
A importância da Computação Quântica ao mais alto nível, ficou recentemente expressa no encontro do G7 (sete países mais industrializados), realizado em Kananaskis (Canadá) conforme informações veiculadas em “International Governance and Quantum Computing: What Leaders at Kananaskis Will Do – and What They Should Do”, no relatório sobre fusões e aquisições na industria quântica “Quantum Industry M&A 2016-2025” e, nas Linhas de Orientação para a Transição Pós-Quântica da União Europeia, delineadas em “A Coordinated Implementation Roadmap for the Transition to Post-Quantum Cryptography”.
Os ambientes de Computação Quântica evoluem em duas direções fundamentais : o lado da cibersegurança (cripto-agilidade quântica) e na vertente do investimento em inovação para o desenvolvimento de novos materiais, otimização e eficiência de processos, continuando em novos negócios no interface IA+Quântica.
Em ciber-agilidade quântica, e na Linha do Tempo para o “Quantum-Safe”, os Estados Membros da UE estabelecem um roadmap com os seguintes requisitos : 1 )Plano de Criptografia Pós-Quântica (CPQ) até Dezembro 2026; 2 )Transição CPQ para casos de alto risco até 2030 e 3 )Transição CPQ para casos de risco médio até 2035.
Já na vertente do investimento o momento é de Awareness (Sensibilização) para as colisões e riscos cibernéticos intra e inter-setoriais, bem como para as convergências entre o tradicional e o emergente baseado em IA e computação quântica suportados em “Deep Tech”, “Deep Thinking” e “Deep Learning”.
Para comunidades de computação quântica em empresas e instituições a questão é: contratar ou formar TQAR (Talento Quântico de Alto Rendimento)?. Em qualquer dos casos, a resposta primeira será definir e criar Prontidão (Quantum Readiness) através de Secções/Laboratórios de Ensaio e Metrologia Quântica de orientação prática para a gestão intermédia, e alvo estratégico para Executivos de Topo.

Muito bem. Como se tem constatado, este é o Sr. mais bem informado. Afinal não andam todos a dormir lá por Coimbra.
Post-Quantum Cryptography, sim. Para as mentes humanas mais excelsas e excelsos AIs. Excelsos AIs já excedem os humanos medianos em criptografia. Mas também continuamos a ter excelsos humanos que colaboram com excelsos AIs. Uma minoria. Porque agora, como sempre, sempre houve poucos excelsos humanos, em engenho, arte e ética.
Cibersegurança (cripto-agilidade quântica) e desenvolvimento de novos materiais, otimização e eficiência de processos. O interface IA Quântica já aí está há algum tempo. Mas poucos o saberão. Top secret… 😉
Também na IA, para além da mente, é preciso ver com o coração… 😉❤️