Opinião: A Europa em Guerra
Uma guerra não desejada, não ambicionada, não provocada e não planeada, em que existe apenas um e um só agressor, a Rússia.
Uma invasão de um país europeu soberano, que em 2014 decidiu seguir o caminho da democracia, o caminho da liberdade de expressão, o caminho de pertença a instituições internacionais e o caminho de adesão aos valores, causas e princípios do projecto Europeu.
Este fim-de-semana, a União Europeia assumiu finalmente a sua capacidade geopolítica, demonstrando ser um verdadeiro peão na cena politica internacional.
Uma União Europeia que nas primeiras horas desta invasão decidiu rapidamente fornecer armas à Ucrânia, adoptar severas sanções a oligarcas, não permitir ao Banco Central Russo usar as suas reservas, impedir que os Bancos Russos usem o sistema SWIFT para transacções bancárias e financeiras e encerrar o espaço aéreo Europeu a entidades, companhias ou jactos privados Russos.
Mas a força do apoio ao povo Ucraniano também se vê no esforço dos cidadãos europeus, sendo de realçar as manifestações de apoio em várias cidades, na disponibilização de bens e alimentos que podem servir enquanto ajuda humanitária, na vontade em albergar refugiados que precisam de um tecto ou mesmo em dar uma oportunidade profissional a pessoas que tanto ambicionam continuar a ter uma vida em paz e segurança.
Volvidos cerca de oito anos da Euromaidan, a Ucrânia encontra-se agora numa encruzilhada entre dois caminhos, entre dois mundos tão diferentes e tão distantes: entre o mundo dos democratas e o mundo dos autocratas.
Hoje, mais do que nunca, temos de reflectir sobre este mundo em que vivemos, de reflectir sobre este mundo de dois sistemas, de reflectir sobre as acções que tomamos enquanto cidadãos, pois se algumas medidas não forem hoje tomadas, amanha todos acabaremos por viver no tal mundo que nenhum sonha, ambiciona ou deseja.
Temos mesmo de reflectir…

