O porto deve voltar a ter administração própria?
Hoje a competição entre Regiões e Municípios é uma constante, nomeadamente na busca e fixação de investimentos. É uma realidade compreensível com maior dimensão, sobretudo nas zonas litorais e/ou com boas acessibilidades.
E é neste contexto que a questão do Porto da Figueira da Foz se deve colocar.
Sei, enquanto deputado, como foi difícil trazer o caminho de ferro direto ao Porto, sobretudo pelas resistências corporativas, nomeadamente de Aveiro e Peniche.
O Porto de Aveiro é concorrente direto do Porto da Figueira da Foz. Quando a barra da Figueira da Foz fecha, para onde são desviados os barcos e as mercadorias? Para o Porto de Aveiro – tão simples, cristalino e canibal quanto isso.
Hoje, um Porto Comercial é uma peça fundamental do desenvolvimento regional. A região de Leiria e uma parte da Região Centro, Litoral e Interior, têm no Porto da Figueira da Foz a sua porta de entrada e saída atlântica.
Faz por isso todo o sentido que não aceitemos trocar o centralismo napoleónico de Lisboa, pela tutela beatífica de Aveiro.
A Administração do Porto da Figueira da Foz deveria ter uma administração própria e dedicada, podendo o Governo, este ou outro qualquer, indicar o Presidente da Administração, e a Câmara Municipal da Figueira da Foz e a comunidade Portuária os vogais executivos. Assim, para o Bem ou para o Mal, tínhamos nas mãos as decisões e o nosso próprio destino.
Mas pode o Porto da Figueira da Foz continuar sob a tutela de Aveiro? Bem, poder pode. Mas convenhamos, não é a mesma coisa.


O Sôdôtôr Beja não estava já reformado?