O pavilhão multiusos é o equipamento que falta à cidade?
Um Multiuso tem na maior parte das vezes uma enorme relevância nas cidades, porque contribui para um processo integrado de desenvolvimento do território urbano, fazendo parte dos seus planos estratégicos.
São conhecidos bons exemplos, na região centro e no país, onde se verifica uma efetiva contribuição que uma infraestrutura deste tipo aporta para o espaço urbano, porque acolhe eventos culturais, desportivos, recreativos e económicos, ao invés de outros casos onde não passa de um edifício que espera que qualquer coisa aconteça. Portanto, temos espaços que são parte da vida da cidade que oferecem soluções que enriquecem a vida comunitária e que são geradores de tráfego para eventos económicos.
Outros foram plantados e constituem um problema para as cidades, porque estão em pousio e são um centro de custos sem evidências de qualquer retorno. Há, contudo, um perigo de termos um Multiusos em todos os “lugares”, o que determina que concorram e se prejudiquem mutuamente.
Uma infraestrutura deste tipo, multifuncional e versátil, na Figueira da Foz, alargaria a oferta da cidade em várias dimensões, capacitando-a para potenciar a interatividade entre setores económicos e posicionar-se como referência de eventos socioculturais, desportivos ou empresariais.
Porém, não deverá ser esquecida a excelência de espaços já existentes na cidade, que não podem ser engolidos pela voracidade de afirmação. Falta a cidade este conetor urbano e, na minha opinião, tarda a aparecer; deverá garantir os propósitos da sua existência, e terá de ter uma gestão capacitada.

