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Mau tempo: Equipamento cultural encerra em Coimbra após vidros ficarem danificados

28 de janeiro de 2026 às 18 h01
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O equipamento cultural intitulado Museu, na margem esquerda do rio Mondego, em Coimbra, está encerrado por tempo indeterminado, após sofrer danos nos vidros, causados pela passagem da depressão Kristin na madrugada de hoje.

“Os vidros do equipamento Museu, integrado na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), sofreram danos”, estando a instalação, por esse motivo, “encerrada por tempo indeterminado, de modo a permitir a reparação”, revelou a Anozero – Bienal de Coimbra.

Numa publicação nas redes sociais, a Bienal acrescentou que, no momento do incidente, “o equipamento encontrava-se ocupado com o Jogo do Sério #8, um projeto com curadoria de Daniel Madeira, que apresentava obras de Vera Mota e Tatyana Cristina”.

Fonte oficial da Anozero confirmou hoje à agência Lusa que as obras não foram afetadas pelo mau tempo, estando os estragos limitados aos vidros da construção, situada na Praça das Cortes de Coimbra.

De acordo com a publicação ‘online’, o período de encerramento será igualmente aproveitado para intervir em “aspetos relacionados com a conservação do edifício, já identificados e em fase de acompanhamento”, uma empreitada que já estava prevista.

Assim, garantem “a preservação e a integridade da obra a longo prazo”.

O equipamento Museu, enquanto projeto de arte pública, foi criado pelo artista português Francisco Tropa, em 2001, e construído em 2015, no âmbito do Anozero – Bienal de Coimbra, uma organização do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Município de Coimbra e Universidade de Coimbra, esclareceu a mesma publicação.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

Autoria de:

Agência Lusa

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