Incêndio já consumiu mais de seis mil hectares e obrigou a retirar 160 pessoas
Lusa
O incêndio que começou na quarta-feira no Piódão, no concelho de Arganil, já consumiu mais de seis mil hectares, disse ontem ao DIÁRIO AS BEIRAS o 2.º Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Nuno Seixas.
Para já não há registo de danos em habitações. Foram destruídos pelo fogo alguns anexos e explorações agrícolas. As constantes alterações da direção do vento, os acentuados declives, o difícil acesso em algumas zonas florestais, as elevadas temperaturas e os baixos níveis de humidade são também desafios para os operacionais que vêm de vários pontos do país.
À hora do fecho desta edição, estavam no combate às chamas 825 operacionais apoiados por 286 viaturas. O incêndio estava, à mesma hora, com quatro frentes ativas. Uma frente que estava a descer o Rio Alva, em Aldeia das Dez e Vale de Maceira, uma na freguesia de Alvoco das Várzeas, na localidade de Parente, que seguia em direção ao Rio de Mel. No concelho de Arganil, há uma frente a descer em direção a Pomares e uma outra na Malhada Chã que gerava alguma preocupação. A sul, no concelho da Pampilhosa da Serra, estava uma frente ativa em Covanca e Porto da Balsa. O fogo não está a ameaçar aldeias, mas a frente mantém-se constante e seguia em direção ao rio Ceira.
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