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IL quer incentivar dádiva de sangue com atribuição de dias de férias extra

18 de maio de 2026 às 11 h13

A Iniciativa Liberal entregou hoje um projeto de lei que garante mais um ou dois dias de férias para quem doar sangue, com o objetivo de incentivar e reconhecer esta prática.

“Como forma de também agradecermos e reconhecermos os dadores de sangue e as pessoas que se disponibilizam a isso, a Iniciativa Liberal apresentou uma proposta exatamente no sentido de fazer esse agradecimento. Uma pessoa que dê duas vezes por ano sangue tem direito a mais um dia de férias, se der mais de três vezes tem direito a dois dias de férias”, explicou a presidente da IL, Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas.

A líder liberal falava à imprensa depois de ter doado sangue no Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa, com a deputada Joana Cordeiro e mais alguns membros da comitiva.

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O objetivo da proposta é “criar um reconhecimento” e “alertar para a importância de dar sangue”, ajudando ao aumento de dadores diários necessários.

Quando entrou no centro, Mariana Leitão já vinha munida de uma pequena folha de inscrição, com informações gerais e alguns dados preenchidos por si relativos à sua saúde, bem como a comportamentos e viagens recentes.

Depois de passar pelo balcão de inscrição de doadores, foi até à triagem onde esteve poucos minutos até chegar ao local onde se sentou para doar sangue. O processo durou cerca de 15 minutos. No final, Mariana Leitão, que disse não ser estreante nesta prática, relatou a experiência para quem possa ter receio.

“Qualquer pessoa chega aqui e eu tenho a certeza que em 15, 20 minutos, entre fazer a admissão, dar sangue, fica despachada e a seguir ainda tem direito ali a uns bolinhos e uns suminhos para recuperar”, respondeu, acrescentando que “a agulha não é assim tão grande” e o gesto “salva vidas”.

Interrogada sobre o porquê de a IL se ter abstido no passado em propostas semelhantes do BE e do PAN, Mariana Leitão respondeu que estão em causa projetos distintos. Segundo a presidente liberal, as iniciativas destes partidos visavam uma dispensa do trabalhador no dia da doação.

“Nós optámos por outra solução porque achamos que é o que faz mais sentido, porque se toda a gente de uma empresa for dar sangue no mesmo dia, certamente isso coloca um problema adicional às empresas”, argumentou.

A proposta da IL estabelece que a marcação e o gozo dos dias adicionais de férias “obedecem às regras aplicáveis em matéria laboral e dependem da apresentação de declaração comprovativa emitida pelo organismo público responsável”.

Em declarações aos jornalistas, a presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Maria Antónia Escoval, salientou que Portugal precisa diariamente de 1.100 unidades de sangue e componentes sanguíneas nos hospitais.

As mulheres podem dar sangue de quatro em quatro meses, e os homens de três em três, sendo que os componentes sanguíneos têm um prazo de validade.

“Por isso, precisamos de uma dádiva regular e continuada ao longo do tempo”, alertou.

Segundo a profissional, atualmente, a doação de sangue no país “está estável” mas Maria Antónia Escoval incentivou os dadores regulares a dirigirem-se a um centro antes do período de férias de verão.

A dádiva de sangue é permitida desde os 18 anos até aos 70 desde que a pessoa esteja saudável.

O gesto, salientou a responsável, pode “salvar objetivamente três vidas”.

“O IPST envia uma mensagem ao dador, por e-mail com o resultado das análises, e por SMS quando a unidade é distribuída para um hospital e isso é extraordinariamente reconfortante”, enalteceu.

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